
[...] Qualquer proposta de um paratexto que corrija a história passa por cima da frase final do livro, que se encerra com Tia Nastácia tomando o lugar de Dona Benta no carrinho puxado por Quindim exclamando: “Tenha paciência, (...) Agora chegou minha vez. Negro também é gente, Sinhá...”
Evidentemente, essa fala de Tia Nastácia não manifesta postura política equivalente a lutas, conquistas e estratégias contemporâneas assumidas por movimentos empenhados na construção da identidade negra. Mas a fala de Tia Nastácia é o que se tem, e o que talvez melhor combine com o modo de ser da personagem ao longo da obra lobatiana. É pela boca e pela atitude da cozinheira negra que a igualdade de direitos é reivindicada, como foi pela boca e pela atitude dos animais que os riscos de degradação ambiental foram tematizados no livro.
O que não é pouco, creio...
Creio, aliás, que é muito.
Mas, como já disse, não é a intenção destas mal traçadas desqualificar as recentes críticas a Lobato. Nada disso. A questão é mais ampla. [...]
Para ler o artigo na íntegra, CLIQUE AQUI.
Nenhum comentário:
Postar um comentário