Carlos Lordelo - Estadão.edu
Professores fazem raio X de texto considerado bom pela banca para ajudar candidatos no próximo exame da USP
O altruísmo e o pensamento a longo prazo ainda têm lugar no mundo contemporâneo? Responder a esta pergunta e impressionar bem a banca examinadora foi o desafio enfrentado pelos candidatos na prova de redação da última Fuvest. Para entender quais são as características de um texto bem avaliado, submetemos uma das redações que se destacaram no vestibular ao raio X de professores do Objetivo, Etapa, Anglo e Vértice (veja abaixo).
A redação analisada foi uma das 56 divulgadas pela fundação no fim de abril. “Esses candidatos escreveram textos com começo, meio e fim e deixaram seu traço autoral”, afirma a diretora executiva da Fuvest, Maria Thereza Fraga Rocco.
Para professores, o tema do ano passado não surpreendeu os candidatos. “Embora a palavra altruísmo provoque calafrios, o estudante reconhece, a partir da leitura dos textos de apoio, que terá de escrever sobre fraternidade, comportamento humano, assuntos discutidos em aula”, explica a docente do Etapa Simone da Motta.
Segundo Maria Aparecida Custódio, do Objetivo, o candidato pode estudar a partir das redações divulgadas. “Dá para identificar quais aspectos chamaram a atenção da banca.” Já Margareth Stockmann, do Vértice, recomenda a análise de temas já trabalhados pela Fuvest. “Eles se repetem. É importante fazer uma redação sobre o que caiu e submeter à avaliação de professores.”
A redação do candidato da Fuvest está em itálico. Em negrito, os comentários dos professores. Confira:
Altruísmo na Essência Humana
Os costumes, usos e valores da sociedade moderna têm sido contestados sob vários aspectos, levantando-se a questão da fragilidade dos laços interpessoais, inclusive os familiares, e do egoísmo generalizado nas ações cotidianas. Alguns acusam a contemporaneidade de “matar” os sentimentos de solidariedade e comunidade e, ainda segundo esse raciocínio, os planos e pensamentos a longo prazo foram substituídos pelo foco no superficial e no efêmero. Diante dessas constatações, surge o debate: Estaríamos nos tornando mais egoístas?
O título. Apesar de pouco criativo, revela a preocupação do autor em se posicionar diante do tema e já aponta para a tese que vai defender
A introdução. O candidato mostra que leu com atenção os textos de apoio e planejou como aproveitá-los na hora de apresentar os argumentos
Retórica. Pergunta bem elaborada serve para introduzir informações e complementar os argumentos que vinham sendo desenvolvidos
A pergunta só pode ser respondida se analisarmos a abnegação e a prudência como condição essencial no contexto da humanidade. Poderia-se dizer que “a cultura do sacrifício está morta”, mas quando ela esteve viva, em primeiro lugar? Argumenta-se que há exemplos históricos de personagens que, hoje, são retratados como herois ou santos por terem agido despretensiosamente em defesa do bem comum e da paz, como Madre Teresa de Calcutá e São Francisco de Assis. A princípio, porém, essas pessoas não seriam mitificadas se não fossem exceções e não faria muito sentido lutar pela paz onde ela já existe. Portanto, um maior número de ícones conhecidos pela grandeza de seus valores não significaria um sentimento generalizado de humanidade, mas, ao contrário, um ambiente conturbado e carente desses mesmos valores.
Contradição. Parece incorrer numa certa contradição ao denunciar a inexistência da cultura do sacrifício
Erros. No trecho acima, em vez de ‘Poderia-se’, seria mais correto usar ‘Poder-se-ia’ e ‘herois’ ficou sem acento. No fim do texto, houve equívoco na grafia de ‘por quê’. Deveria ser ‘porque’. E a expressão dia a dia perdeu o hífen
Original. Mostra que o altruísmo de São Francisco ou madre Teresa é exceção, pondo em dúvida a tese de que o mundo atual teria colocado fim à solidariedade. A reflexão foge da mesmice
Também se fala sobre uma sociedade atual com proposta mais individualizadora, baseada na troca rápida de informações e incentivo ao consumo, impedindo a profundidade do pensamento. No entanto, se o altruísmo e a solidariedade são de fato parte da natureza, deveriam se manifestar mesmo com o ambiente aparentemente contrário. Interessantemente, é o que acontece. O volume de doações para a caridade é crescente e exemplos de sacrifício em prol do próximo acontecem sempre, embora geralmente sejam mais noticiados em ocorrências de catástrofes ou conflitos - o que reforça que a humanidade, em essência, não mudou.
Reforço. Lança e consolida a tese da prevalência do altruísmo, refutando a existência de uma sociedade individualista
Amarração. Retoma o ambiente capitalista e globalizado do século 21 para mostrar que, apesar dele, existem manifestações altruístas
Cotidiano. O candidato lamenta que a bondade só seja noticiada em tragédias, pois as ações cotidianas, simples, é que revelam o altruísmo das pessoas
Mesmo hoje há grandes exemplos de altruísmo, embora pareçam sufocados nas mídias por amostras do contrário. É um erro, porém, pensar que a humanidade passou a agir dessa forma apenas nos últimos tempos. Mesmo por quê, os exemplos de abnegação e sacrifício ao longo da História não se concentram nos grandes acontecimentos, mas sim em casos particulares do dia-a-dia, sobressaindo no contexto geral.
Gran finale. Embora deixe a tese em segundo plano, aqui está o grande valor do texto: a forma de amarrar as ideias defendidas nos parágrafos anteriores
Fecho. Conclui o texto respondendo de modo implícito à pergunta feita no primeiro parágrafo
Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,escrevendo-no-padrao-fuvest,725926,0.htm
este blog propõe a divulgação de textos sobre tecnologia, leitura, escrita e outras discussões que passem pelos bancos da escola
quarta-feira, 1 de junho de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
Discursos fragmentados
No ano passado trabalhei a fragmentação do discurso - presente na obra de diversos cineastas contemporâneos - com meus alunos do 9º ano e é muito legal perceber como eles encaram com naturalidade essa disposição dos fatos desvinculada do modo cartesiano como vemos o mundo (chamada não-linearidade), cuja marca mais visível é a fragmentação de um discurso que rompe com as sequencialidades de tempo, espaço, enredo, narrador etc. Talvez essa facilidade tenha a ver com o modo como eles veem a vida a partir de suas inter-relações via MSN. O que acham?
Sugestões de filmes para trabalhar a não-linearidade na escola (deve-se ver qual o mais adequado para a idade dos seus alunos!!): Ponto de vista (Forest Whitaker), Pulp-fiction (Tarantino), 21 gramas (Sean Penn), Babel (Brad Pitt), Amores Brutos (Gael García Bernal), A origem (Leo di Caprio), Efeito Borboleta (Ashton Kutcher), A cidade dos sonhos (David Lynch).... Vou acrescentar outros aqui conforme for me lembrando.
Sugestões de filmes para trabalhar a não-linearidade na escola (deve-se ver qual o mais adequado para a idade dos seus alunos!!): Ponto de vista (Forest Whitaker), Pulp-fiction (Tarantino), 21 gramas (Sean Penn), Babel (Brad Pitt), Amores Brutos (Gael García Bernal), A origem (Leo di Caprio), Efeito Borboleta (Ashton Kutcher), A cidade dos sonhos (David Lynch).... Vou acrescentar outros aqui conforme for me lembrando.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Museu Casa Guimarães Rosa
Site apresenta um tour virtual por Cordisburgo-MG, cidade natal do escritor.
Vale a pena entrar e conhecer. Você pode se deixar guiar ou ir clicando nas setas e outros símbolos amarelinhos que vão surgindo e fazer seu próprio percurso pelas ruas, vendas e outros cantos da cidade mineira. Imperdível!
Acesse o Museu Casa Guimarães Rosa
Vale a pena entrar e conhecer. Você pode se deixar guiar ou ir clicando nas setas e outros símbolos amarelinhos que vão surgindo e fazer seu próprio percurso pelas ruas, vendas e outros cantos da cidade mineira. Imperdível!
Acesse o Museu Casa Guimarães Rosa
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Ciclo de conferências sobre a Aprendizagem em Ambientes Virtuais
Ciclo de conferências sobre a Aprendizagem em Ambientes Virtuais, a Produção do Conhecimento e o Papel Social da Universidade na época das Redes Digitais – USP 2.0
Idealizado pela CTI – USP e pelo Centro de Pesquisa Atopos, o USP 2.0 pretende fomentar, no âmbito da Universidade de São Paulo, o debate e a reflexão acerca do significado e das dimensões qualitativas da adoção das tecnologias digitais de comunicação e informação na universidade, com a introdução da aprendizagem em ambientes virtuais, em cursos e disciplinas a distância e semipresenciais, a digitalização das bibliotecas, os atendimentos remotos, promovidos pela telemedicina, dentre outros.
O Ciclo consiste em uma série de conferências internacionais que acontecerão ao longo do ano. Além de Derrick de Kerckove, já estão confirmados Pierry Levy e Denise Kirkpatrick, da Open University, do Reino Unido. As conferências serão sempre acompanhadas de debates com professores da USP que, em diferentes unidades e em contextos diversos, estão empregando tecnologias digitais no ensino da graduação e da pós, na pesquisa e na extensão.
http://www.atopos.usp.br/
Abertura
‘Inteligência Conectiva e aprendizagem em rede’
Derrick de Kerckhove
Data: 29 de abril
Horário: das 13 às 19 horas
Local: Auditório da CTI-USP
Endereço: Coordenadoria de Tecnologia da Informação – CTI.
Av. Prof. Luciano Gualberto, tr. 3, nº51. Cidade Universitária.
(Enviado por Flor_do_lácio)
Idealizado pela CTI – USP e pelo Centro de Pesquisa Atopos, o USP 2.0 pretende fomentar, no âmbito da Universidade de São Paulo, o debate e a reflexão acerca do significado e das dimensões qualitativas da adoção das tecnologias digitais de comunicação e informação na universidade, com a introdução da aprendizagem em ambientes virtuais, em cursos e disciplinas a distância e semipresenciais, a digitalização das bibliotecas, os atendimentos remotos, promovidos pela telemedicina, dentre outros.
O Ciclo consiste em uma série de conferências internacionais que acontecerão ao longo do ano. Além de Derrick de Kerckove, já estão confirmados Pierry Levy e Denise Kirkpatrick, da Open University, do Reino Unido. As conferências serão sempre acompanhadas de debates com professores da USP que, em diferentes unidades e em contextos diversos, estão empregando tecnologias digitais no ensino da graduação e da pós, na pesquisa e na extensão.
http://www.atopos.usp.br/
Abertura
‘Inteligência Conectiva e aprendizagem em rede’
Derrick de Kerckhove
Data: 29 de abril
Horário: das 13 às 19 horas
Local: Auditório da CTI-USP
Endereço: Coordenadoria de Tecnologia da Informação – CTI.
Av. Prof. Luciano Gualberto, tr. 3, nº51. Cidade Universitária.
(Enviado por Flor_do_lácio)
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Como a tecnologia democratizou a educação: case MIT OpenCourseWare
"Este mês o MIT OpenCourseWare comemora dez anos. A iniciativa da Universidade de dar acesso gratuito ao seu conteúdo acadêmico de mais de 2.000 cursos – videoaulas, estudos, exercícios, provas, listas de leitura, cobertura de eventos e palestras foi o pontapé da democratização da educação através da tecnologia. Desde então, mais de 100 milhões de pessoas acessaram o MIT OpenCourseWare. E, em honra aos seus dez anos, aqui estão dez maneiras em que esta importante iniciativa mudou educação".
Leia a matéria completa em INOVADORES ESPM
Disponível em: http://www.inovadoresespm.com.br/2011/04/como-a-tecnologia-democratizou-a-educacao-case-mit-opencourseware/. Acesso em: 27 abr 2011
Leia a matéria completa em INOVADORES ESPM
Disponível em: http://www.inovadoresespm.com.br/2011/04/como-a-tecnologia-democratizou-a-educacao-case-mit-opencourseware/. Acesso em: 27 abr 2011
Unesp disponibiliza 50 livros digitais gratuitos
Em dez anos, universidade quer atingir 1.000 títulos inéditos
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) lançou nesta quarta-feira 50 livros virtuais gratuitos. Os títulos, provenientes de uma parceria entre a Editora da Unesp e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (Propg), estão disponíveis no site da editora Cultura Acadêmica, vinculada à instituição (CLIQUE PARA ACESSAR).
Entre os títulos estão textos sobre história, letras, educação, psicologia, comunicação, música, geografia e urbanismo, teatro, política e ciências sociais, economia, arquitetura, filosofia, matemática e artes. É necessário fazer um cadastro para ter acesso às obras.
A coleção já contava com 44 obras, lançadas no ano passado. Desde então, foram feitos mais de 50.000 downloads, em um total de cerca de 205.000 acessos. A meta do projeto é publicar 1.000 títulos em dez anos, permitindo acesso à produção acadêmica da universidade.
Fonte: Revista Veja. Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/unesp-disponibiliza-50-livros-digitais-gratuitos. Acesso em: 27 abr 2011.
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) lançou nesta quarta-feira 50 livros virtuais gratuitos. Os títulos, provenientes de uma parceria entre a Editora da Unesp e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (Propg), estão disponíveis no site da editora Cultura Acadêmica, vinculada à instituição (CLIQUE PARA ACESSAR).
Entre os títulos estão textos sobre história, letras, educação, psicologia, comunicação, música, geografia e urbanismo, teatro, política e ciências sociais, economia, arquitetura, filosofia, matemática e artes. É necessário fazer um cadastro para ter acesso às obras.
A coleção já contava com 44 obras, lançadas no ano passado. Desde então, foram feitos mais de 50.000 downloads, em um total de cerca de 205.000 acessos. A meta do projeto é publicar 1.000 títulos em dez anos, permitindo acesso à produção acadêmica da universidade.
Fonte: Revista Veja. Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/unesp-disponibiliza-50-livros-digitais-gratuitos. Acesso em: 27 abr 2011.
As melhores redações da FUVEST
(Contribuição do Luiz Carlos, do Grupo Flor do Lácio)
A Fuvest divulgou nesta semana 56 das melhores redações do seu último vestibular.
Elas podem ser acessadas em: http://www.fuvest.br/vest2011/bestred/bestred.html
A proposta de redação, aplicada em 9/1/2011, também pode ser consultada em: http://www.fuvest.br/vest2011/provas/fuv2011_2fase_dia1.pdf
A Fuvest divulgou nesta semana 56 das melhores redações do seu último vestibular.
Elas podem ser acessadas em: http://www.fuvest.br/vest2011/bestred/bestred.html
A proposta de redação, aplicada em 9/1/2011, também pode ser consultada em: http://www.fuvest.br/vest2011/provas/fuv2011_2fase_dia1.pdf
terça-feira, 26 de abril de 2011
Professor na rede
Avatar de professor
Docentes do ensino médio criam perfis em redes sociais e atualizam blogs para ajudar estudantes e criar laços para além da sala de aula.
Para ler a versão integral da matéria publicada no Estadão de 25 abr de 2011,
Docentes do ensino médio criam perfis em redes sociais e atualizam blogs para ajudar estudantes e criar laços para além da sala de aula.
Para ler a versão integral da matéria publicada no Estadão de 25 abr de 2011,
CLIQUE AQUI
quarta-feira, 13 de abril de 2011
A história da educação paulista
Fonte: O Estado de S. Paulo - 10 abr 2011
Um pouco da história do sistema de ensino paulista agora está também na internet. O site temático Memória da Educação, que conta com parte do acervo do Arquivo Público do Estado, foi abastecido com documentos inéditos dos municípios de Campinas, Araraquara, Casa Branca, Guaratinguetá e Santa Cruz do Rio Pardo. São, principalmente, fotografias e relatórios. Ao todo, a página tem 25 mil documentos digitalizados - ou 90 metros lineares.
O Memória da Educação (CLIQUE PARA ACESSAR) é a primeira experiência neste formato do arquivo estadual, utilizando diferentes acervos para tratar de um mesmo tema. O documento mais antigo disponível no site é de 1842. Já o mais "recente" data de 1945.
Leia a matéria na íntegra: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110410/not_imp704196,0.php
Um pouco da história do sistema de ensino paulista agora está também na internet. O site temático Memória da Educação, que conta com parte do acervo do Arquivo Público do Estado, foi abastecido com documentos inéditos dos municípios de Campinas, Araraquara, Casa Branca, Guaratinguetá e Santa Cruz do Rio Pardo. São, principalmente, fotografias e relatórios. Ao todo, a página tem 25 mil documentos digitalizados - ou 90 metros lineares.
O Memória da Educação (CLIQUE PARA ACESSAR) é a primeira experiência neste formato do arquivo estadual, utilizando diferentes acervos para tratar de um mesmo tema. O documento mais antigo disponível no site é de 1842. Já o mais "recente" data de 1945.
Leia a matéria na íntegra: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110410/not_imp704196,0.php
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Portal dá acesso às coleções Educadores e História da África
Estão disponíveis para download as coleções Educadores, com 62 títulos, e a Coleção História Geral da África, com oito volumes.
Acesse o Portal Domínio Público e busque as obras pelo título.
Para ler esta matéria na íntegra, acesse a página Educação do MEC.
Acesse o Portal Domínio Público e busque as obras pelo título.
Para ler esta matéria na íntegra, acesse a página Educação do MEC.
Reuniões Pedagógicas
Matéria da Revista Escola tenta explicar por que muitas vezes as reuniões pedagógicas são um "saco".
Acesse:
Acesse:
7 pecados da reunião pedagógica
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Livros para download
O Blog Midia8 lista 242 livros sobre redes sociais, comunicação e web 2.0 para download, entre eles: O que é o virtual? (Pierre Lévy), Redes sociais na internet (Raquel Recuero), Comunicação e mobilidade (André Lemos), Blogs.com: estudos sobre blogs (org. Raquel Recuero, Adriana Amaral e Sandra Montardo) e muitos mais, em português, inglês e espanhol.
Acesse a lista em: http://www.blogmidia8.com/p/biblioteca-virtual.html
E acompanhe o blog em: http://www.blogmidia8.com/
Acesse a lista em: http://www.blogmidia8.com/p/biblioteca-virtual.html
E acompanhe o blog em: http://www.blogmidia8.com/
Congresso estuda Redes Sociais aplicadas à educação
Primeiro post do ano????? E o pior é que fiquei bastante surpresa ao descobrir isso... Trabalho, trabalho, trabalho e vida acadêmica em 5º plano... Mas isso vai acabar, prometo! E começo o ano com a notícia de um bom congresso sobre tecnologia e educação. Fique de olho!
Congresso no dia 25 de março, em São Paulo, apresentará possibilidades entre educação e redes sociais.
A ABC Branding realizará, no dia 25 de março, o Congresso People.Net in Education, no auditório da Universidade Anhembi Morumbi. O objetivo é discutir e aprofundar os estudos das redes sociais em relação à educação. Entre os palestrantes está João Mattar, membro da ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância), que ministrará a palestra "Redes Sociais na Educação à Distância". Já Martha Cruz Gabriel, diretora de tecnologia da New Media Developers, discutirá sobre "As Redes Sociais e o Impacto na Educação".
"O ensino à distância está deixando de ser uma reprodução do presencial para adquirir uma identidade própria, em que o aluno pode opinar e ajudar a criar o seu próprio conhecimento", explica um dos idealizadores do congresso, Marcos Fortes.
O Congresso contará também com um representante internacional, o colombiano Diego Leal, falando sobre "Conectivismo: A Nova Teoria da Aprendizagem". Com quase 20 anos na utilização das TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) na educação, realizou parte dos grandes projetos a nível governamental na Colômbia e em diversos países.
Fonte: Proxxima News 11.fev.11
VISITE O SITE DO CONGRESSO: http://www.congressoredesocial.com.br/
Congresso no dia 25 de março, em São Paulo, apresentará possibilidades entre educação e redes sociais.
A ABC Branding realizará, no dia 25 de março, o Congresso People.Net in Education, no auditório da Universidade Anhembi Morumbi. O objetivo é discutir e aprofundar os estudos das redes sociais em relação à educação. Entre os palestrantes está João Mattar, membro da ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância), que ministrará a palestra "Redes Sociais na Educação à Distância". Já Martha Cruz Gabriel, diretora de tecnologia da New Media Developers, discutirá sobre "As Redes Sociais e o Impacto na Educação".
"O ensino à distância está deixando de ser uma reprodução do presencial para adquirir uma identidade própria, em que o aluno pode opinar e ajudar a criar o seu próprio conhecimento", explica um dos idealizadores do congresso, Marcos Fortes.
O Congresso contará também com um representante internacional, o colombiano Diego Leal, falando sobre "Conectivismo: A Nova Teoria da Aprendizagem". Com quase 20 anos na utilização das TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) na educação, realizou parte dos grandes projetos a nível governamental na Colômbia e em diversos países.
Fonte: Proxxima News 11.fev.11
VISITE O SITE DO CONGRESSO: http://www.congressoredesocial.com.br/
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Resultados PISA 2009
Pisa 2009: Meninas brasileiras superam meninos em leitura, mas perdem em matemática e ciências
Rafael Targino
Em São Paulo
As meninas brasileiras superaram os meninos nas provas de leitura do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) 2009, segundo relatório divulgado na terça-feira (7) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). As notas médias delas foram 29 pontos maiores que as deles.
Texto integral e gráficos estão disponíveis no Educação UOL
Rafael Targino
Em São Paulo
As meninas brasileiras superaram os meninos nas provas de leitura do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) 2009, segundo relatório divulgado na terça-feira (7) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). As notas médias delas foram 29 pontos maiores que as deles.
Texto integral e gráficos estão disponíveis no Educação UOL
II Simpósio Livros e Literaturas da América Indígena
PROGRAMA
De ´counterfeit paradise´ a ´cosmic zygote´: os extremos
americanos da Amazônia
Gordon Brotherston, The University of Manchester, Inglaterra
Como e por que 'quebrar' um texto indígena
Sérgio Medeiros, Universidade Federal de Santa Catarina
Andes e Amazônia através do Manuscrito de Huarochirí
Cristiana Bertazoni, Museu de Arqueologia e Etnologia, USP
As huacas e as idades do mundo na cosmogonia andina.
Comparações iniciais entre o Manuscrito de Huarochirí e a Nueva
corónica y buen gobierno
Eduardo Natalino dos Santos, Departamento de História, USP
7 de dezembro de 2010
às 14 horas
Local: Sala de vídeo do Departamento de História (FFLCH/USP)
Av. Prof. Lineu Prestes, 338 – Cidade Universitária
São Paulo – SP
Organização: Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da USP
Programa: www.usp.br/cema
De ´counterfeit paradise´ a ´cosmic zygote´: os extremos
americanos da Amazônia
Gordon Brotherston, The University of Manchester, Inglaterra
Como e por que 'quebrar' um texto indígena
Sérgio Medeiros, Universidade Federal de Santa Catarina
Andes e Amazônia através do Manuscrito de Huarochirí
Cristiana Bertazoni, Museu de Arqueologia e Etnologia, USP
As huacas e as idades do mundo na cosmogonia andina.
Comparações iniciais entre o Manuscrito de Huarochirí e a Nueva
corónica y buen gobierno
Eduardo Natalino dos Santos, Departamento de História, USP
7 de dezembro de 2010
às 14 horas
Local: Sala de vídeo do Departamento de História (FFLCH/USP)
Av. Prof. Lineu Prestes, 338 – Cidade Universitária
São Paulo – SP
Organização: Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos da USP
Programa: www.usp.br/cema
ABC Kids
Site voltado para o público infantil e para pais e professores. Há material diversificado, como artigos, contos, fábulas, curiosidades.
Mais uma opção para quem procura textos curtos para preparar provas e atividades.
Vale a visita: www.abckids.com.br/
Mais uma opção para quem procura textos curtos para preparar provas e atividades.
Vale a visita: www.abckids.com.br/
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Língua Portuguesa - O papel do idioma na escola
Infelizmente, o conteúdo integral é restrito aos assinantes da Revista Língua Portuguesa e do UOL, mas o link abaixo dá uma prévia desta boa discussão. Se você for assinante, vale a leitura,
Acesse: Língua Portuguesa - O papel do idioma na escola
Acesse: Língua Portuguesa - O papel do idioma na escola
domingo, 14 de novembro de 2010
Videojogos, neurojogos
Divulgação.
Psicólogos americanos concluíram que os videogames de ação podem trazer benefícios cognitivos para os usuários e estimular a aprendizagem. Roberto Lent discute os resultados surpreendentes desse estudo e defende o uso desses jogos na educação.
Para ler a matéria na íntegra, acesse: CIÊNCIA HOJE
Psicólogos americanos concluíram que os videogames de ação podem trazer benefícios cognitivos para os usuários e estimular a aprendizagem. Roberto Lent discute os resultados surpreendentes desse estudo e defende o uso desses jogos na educação.
Para ler a matéria na íntegra, acesse: CIÊNCIA HOJE
A Língua Portuguesa em sala de aula
Divulgação
A ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DE LÍNGUA E LITERATURA (APLL) promoverá, entre os dias 13 e 15 de dezembro, oficinas para professores de língua portuguesa e interessados em geral cujo tema é A LÍNGUA PORTUGUESA EM SALA DE AULA.
As oficinas objetivam oferecer aos professores de língua portuguesa novos caminhos para o trabalho com a gramática e com o texto em sala de aula.
Programação
- dia 13/12/2010 (segunda-feira)
14h às 18h - Ensino de gramática na escola
Profa. Dra. Maria Elizabeth Leuba Salum
- dia 14/12/2010 (terça-feira)
14h às 16h - Gêneros e ensino de língua materna
Profa. Dra. Norma Seltzer Goldstein
16h às 18h - O poema na sala de aula (grupo1)
Profa. Dra. Ana Elvira Luciano Gebara
16h às 18h - A notícia e a reportagem na sala de aula (grupo 2)
Profa. Dra. Norma Seltzer Goldstein
- dia 15/12/2010 (quarta-feira)
14h às 17h - Comunicação oral: linguagem verbal, corporal e recursos audiovisuais
Profa. Dra. Maria Helena da Nóbrega
17h às 18h - Produção textual e ensino - o contributo da relação fala-escrita
Profa. Dra. Zilda Gaspar Oliveira de Aquino
Organização
Diretoria da APLL: Profa. Dra. Elis de Almeida Cardoso, Profa. Dra. Beatriz Daruj Gil, Profa. Dra. Rosane de Sá Amado
Local: Av. Luciano Gualberto, 403, sala 266, Prédio de Letras, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo
Número de vagas: 60 vagas
Informações: apll@usp.br
A inscrição dará direito a certificado (12 horas) e associação por um ano na APLL.
A ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DE LÍNGUA E LITERATURA (APLL) promoverá, entre os dias 13 e 15 de dezembro, oficinas para professores de língua portuguesa e interessados em geral cujo tema é A LÍNGUA PORTUGUESA EM SALA DE AULA.
As oficinas objetivam oferecer aos professores de língua portuguesa novos caminhos para o trabalho com a gramática e com o texto em sala de aula.
Programação
- dia 13/12/2010 (segunda-feira)
14h às 18h - Ensino de gramática na escola
Profa. Dra. Maria Elizabeth Leuba Salum
- dia 14/12/2010 (terça-feira)
14h às 16h - Gêneros e ensino de língua materna
Profa. Dra. Norma Seltzer Goldstein
16h às 18h - O poema na sala de aula (grupo1)
Profa. Dra. Ana Elvira Luciano Gebara
16h às 18h - A notícia e a reportagem na sala de aula (grupo 2)
Profa. Dra. Norma Seltzer Goldstein
- dia 15/12/2010 (quarta-feira)
14h às 17h - Comunicação oral: linguagem verbal, corporal e recursos audiovisuais
Profa. Dra. Maria Helena da Nóbrega
17h às 18h - Produção textual e ensino - o contributo da relação fala-escrita
Profa. Dra. Zilda Gaspar Oliveira de Aquino
Organização
Diretoria da APLL: Profa. Dra. Elis de Almeida Cardoso, Profa. Dra. Beatriz Daruj Gil, Profa. Dra. Rosane de Sá Amado
Local: Av. Luciano Gualberto, 403, sala 266, Prédio de Letras, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo
Número de vagas: 60 vagas
Informações: apll@usp.br
A inscrição dará direito a certificado (12 horas) e associação por um ano na APLL.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Memória da Educação
“Memória da Educação” é um site direcionado a pesquisadores e interessados nos documentos sobre a história da educação nos séculos XIX e XX que integram o acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo. São disponibilizados relatórios, dados estatísticos, instruções pedagógicas, revistas, trabalhos escolares, ou seja, uma multiplicidade de tipos documentais que permitem uma aproximação do pesquisador com a complexidade dessa temática.
Acesse:
Acesse:
Memória da Educação
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Novas tecnologias na sala de aula
Folha de S.Paulo, 29 de outubro de 2010
Objetivo é unir ensino e diversão
Luciano Grudtner Buratto
Novas ferramentas integram pedagogia e tecnologia, mas seu uso ainda não é acessível a todos.O burburinho domina a sala de aula.
Em netbooks, alunos do primeiro ano do ensino fundamental comandam animais em uma floresta virtual e compartilham suas descobertas com colegas e com a professora. Ao final da brincadeira, narram em redações as peripécias de seus bichos preferidos. Os textos, depois reunidos em um livro, serão lançados na escola, com direito a noite de autógrafos. A atividade de redação em um colégio da capital paulista, descrita acima, ilustra como tecnologia e pedagogia podem ser integradas a fim de tornar o ensino mais efetivo e divertido.
Além de computador e internet, tecnologias mais recentes, como lousas digitais, estão mudando as feições da velha sala de aula, resquício da Revolução Industrial em um mundo pós- industrial. Algumas instituições chegam a investir 4% de seu orçamento em tecnologia, valor repassado para os pais na cobrança da mensalidade.
DESAFIOS
Esses avanços impõem dois grandes desafios para a educação brasileira: a disseminação dessas tecnologias e a capacitação de professores para seu correto uso. O caminho é longo, e novidades como votadores, mesas digitais, realidade aumentada e aulas em 3D ainda estão em grande parte restritas às instituições de ensino fundamental e médio da rede particular e às faculdades.
Segundo o último censo do Ministério da Educação, apenas 49% das escolas públicas de ensino fundamental possuem computadores e só 33% têm acesso à internet. No ensino médio a situação melhora: 97% têm micros e 89% estão conectadas. O uso de computadores e de novos recursos não se traduz em melhoria automática na educação -e isso vale do ensino infantil à universidade, dizem especialistas. É preciso ter um professor preparado para usar as novas ferramentas, que incluem sistemas integrados de informática, que unem aulas preparadas por todos os docentes, e até corretores automáticos de testes.
A Folha conversou com pesquisadores e produtores de tecnologia e consultou 32 instituições de ensino. O resultado é um panorama da tecnologia educacional no Brasil e como ela pode ser usada para atrair o "tecnoaluno" que está chegando às salas de aula.
Lousa e mesa ganham novo papel
Objetos tradicionais aparecem em versões digitais e facilitam a interatividade na sala de aula.
Os tradicionais giz e lousa estão dando lugar a versões eletrônicas. As novidades incluem lousa e mesa digitais e mouse remoto. Em Taboão da Serra (Grande SP) todas as escolas municipais instalaram lousas digitais. No Miguel de Cervantes, no Morumbi, todas as salas possuem lousas eletrônicas e o giz foi aposentado de vez.
Sintomático do aquecimento do setor, a HetchTech, única fabricante nacional do equipamento, vendeu cerca de mil unidades em 2009 e espera dobrar esse número neste ano e em 2011. Seu uso não é unanimidade porque alguns especialistas na área de tecnologia educacional afirmam que a lousa digital estimula o método tradicional de ensino, em que todos devem prestar atenção ao professor, apesar da maior interatividade.
Em sintonia com as novas tendências, o mouse remoto se mostra mais eficaz, pois facilita a locomoção do professor pela sala de aula. Moisés Zylberstain, coordenador de tecnologia educacional do colégio Santa Cruz, em Alto de Pinheiros, diz acreditar que o maior ganho já havia sido obtido com a dupla computador-projetor. "Isso obrigou os professores a planejar melhor as aulas e facilitou o uso de ferramentas multimídia."
Para Zylberstain, um sistema híbrido (uma metade da lousa convencional e a outra, digital) parece mais eficaz. Já as mesas educacionais têm sofrido menos críticas. Ao unir elementos concretos e abstratos de forma lúdica, o método facilita o aprendizado no ensino fundamental. Na escola estadual Aparecido Garcia, em Jundiaí, a mesa é usada em português e matemática. A escola, que tinha em 2003 um dos piores índices no Ideb, melhorou e se tornou referência. "Não é a tecnologia, mas as novas pedagogias que vêm em sua esteira que melhoram o aprendizado", diz Betina von Staa, coordenadora de pesquisa em tecnologia educacional do Positivo, produtor das mesas. (LGB)
Rede social própria incentiva estudo
Andrea Maciel
Escola passa tarefas por meio de comunidade virtual, mas uso de Orkut, Twitter e Facebook ainda é polêmico
Quem tem filhos e internet sabe: em vez de fazer as tarefas, as crianças chegam da escola e vão acessar sites como Orkut e Facebook. Alguns educadores usam esse interesse dos alunos a favor do aprendizado. Uma das experiências ocorreu em Lavras (MG), onde uma escola passou a usar as redes sociais como ferramenta. Cada turma do Centro Educacional NDE ganhou rede social própria, na qual o professor passa lições de casa, faz chats e envia arquivos. Só quem participa da comunidade acessa o conteúdo. Por causa das aulas virtuais, a participação dos alunos em sala aumentou.
"Eles se interessam mais. Internet é o mundo deles", diz a professora Karla Emanuella Pinto, que implantou o projeto. Mas o uso das redes sociais abertas como instrumento pedagógico, já presente em algumas escolas de São Paulo, ainda é muito discutido. Uma das preocupações de pais e educadores é que, em sites abertos a todos, o aluno fica exposto a pedofilia e a conteúdo impróprio.
Para Claudemir Viana, doutor em comunicação pela USP, isso não impede que redes abertas sejam usadas pelas escolas. "Elas devem ser utilizadas justamente para educar crianças e jovens a estar na web com segurança e responsabilidade." Viana é gestor da rede social Minha Terra, que reúne mais de 10 mil professores e alunos e publica dicas para o uso pedagógico da internet.
Objetivo é unir ensino e diversão
Luciano Grudtner Buratto
Novas ferramentas integram pedagogia e tecnologia, mas seu uso ainda não é acessível a todos.O burburinho domina a sala de aula.
Em netbooks, alunos do primeiro ano do ensino fundamental comandam animais em uma floresta virtual e compartilham suas descobertas com colegas e com a professora. Ao final da brincadeira, narram em redações as peripécias de seus bichos preferidos. Os textos, depois reunidos em um livro, serão lançados na escola, com direito a noite de autógrafos. A atividade de redação em um colégio da capital paulista, descrita acima, ilustra como tecnologia e pedagogia podem ser integradas a fim de tornar o ensino mais efetivo e divertido.
Além de computador e internet, tecnologias mais recentes, como lousas digitais, estão mudando as feições da velha sala de aula, resquício da Revolução Industrial em um mundo pós- industrial. Algumas instituições chegam a investir 4% de seu orçamento em tecnologia, valor repassado para os pais na cobrança da mensalidade.
DESAFIOS
Esses avanços impõem dois grandes desafios para a educação brasileira: a disseminação dessas tecnologias e a capacitação de professores para seu correto uso. O caminho é longo, e novidades como votadores, mesas digitais, realidade aumentada e aulas em 3D ainda estão em grande parte restritas às instituições de ensino fundamental e médio da rede particular e às faculdades.
Segundo o último censo do Ministério da Educação, apenas 49% das escolas públicas de ensino fundamental possuem computadores e só 33% têm acesso à internet. No ensino médio a situação melhora: 97% têm micros e 89% estão conectadas. O uso de computadores e de novos recursos não se traduz em melhoria automática na educação -e isso vale do ensino infantil à universidade, dizem especialistas. É preciso ter um professor preparado para usar as novas ferramentas, que incluem sistemas integrados de informática, que unem aulas preparadas por todos os docentes, e até corretores automáticos de testes.
A Folha conversou com pesquisadores e produtores de tecnologia e consultou 32 instituições de ensino. O resultado é um panorama da tecnologia educacional no Brasil e como ela pode ser usada para atrair o "tecnoaluno" que está chegando às salas de aula.
Lousa e mesa ganham novo papel
Objetos tradicionais aparecem em versões digitais e facilitam a interatividade na sala de aula.
Os tradicionais giz e lousa estão dando lugar a versões eletrônicas. As novidades incluem lousa e mesa digitais e mouse remoto. Em Taboão da Serra (Grande SP) todas as escolas municipais instalaram lousas digitais. No Miguel de Cervantes, no Morumbi, todas as salas possuem lousas eletrônicas e o giz foi aposentado de vez.
Sintomático do aquecimento do setor, a HetchTech, única fabricante nacional do equipamento, vendeu cerca de mil unidades em 2009 e espera dobrar esse número neste ano e em 2011. Seu uso não é unanimidade porque alguns especialistas na área de tecnologia educacional afirmam que a lousa digital estimula o método tradicional de ensino, em que todos devem prestar atenção ao professor, apesar da maior interatividade.
Em sintonia com as novas tendências, o mouse remoto se mostra mais eficaz, pois facilita a locomoção do professor pela sala de aula. Moisés Zylberstain, coordenador de tecnologia educacional do colégio Santa Cruz, em Alto de Pinheiros, diz acreditar que o maior ganho já havia sido obtido com a dupla computador-projetor. "Isso obrigou os professores a planejar melhor as aulas e facilitou o uso de ferramentas multimídia."
Para Zylberstain, um sistema híbrido (uma metade da lousa convencional e a outra, digital) parece mais eficaz. Já as mesas educacionais têm sofrido menos críticas. Ao unir elementos concretos e abstratos de forma lúdica, o método facilita o aprendizado no ensino fundamental. Na escola estadual Aparecido Garcia, em Jundiaí, a mesa é usada em português e matemática. A escola, que tinha em 2003 um dos piores índices no Ideb, melhorou e se tornou referência. "Não é a tecnologia, mas as novas pedagogias que vêm em sua esteira que melhoram o aprendizado", diz Betina von Staa, coordenadora de pesquisa em tecnologia educacional do Positivo, produtor das mesas. (LGB)
Rede social própria incentiva estudo
Andrea Maciel
Escola passa tarefas por meio de comunidade virtual, mas uso de Orkut, Twitter e Facebook ainda é polêmico
Quem tem filhos e internet sabe: em vez de fazer as tarefas, as crianças chegam da escola e vão acessar sites como Orkut e Facebook. Alguns educadores usam esse interesse dos alunos a favor do aprendizado. Uma das experiências ocorreu em Lavras (MG), onde uma escola passou a usar as redes sociais como ferramenta. Cada turma do Centro Educacional NDE ganhou rede social própria, na qual o professor passa lições de casa, faz chats e envia arquivos. Só quem participa da comunidade acessa o conteúdo. Por causa das aulas virtuais, a participação dos alunos em sala aumentou.
"Eles se interessam mais. Internet é o mundo deles", diz a professora Karla Emanuella Pinto, que implantou o projeto. Mas o uso das redes sociais abertas como instrumento pedagógico, já presente em algumas escolas de São Paulo, ainda é muito discutido. Uma das preocupações de pais e educadores é que, em sites abertos a todos, o aluno fica exposto a pedofilia e a conteúdo impróprio.
Para Claudemir Viana, doutor em comunicação pela USP, isso não impede que redes abertas sejam usadas pelas escolas. "Elas devem ser utilizadas justamente para educar crianças e jovens a estar na web com segurança e responsabilidade." Viana é gestor da rede social Minha Terra, que reúne mais de 10 mil professores e alunos e publica dicas para o uso pedagógico da internet.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Uso de tecnologia ainda é desafio para professor
Do Estadão.
O uso de novas tecnologias na sala de aula, pouco a pouco, vai ganhando espaço na rotina pedagógica, mas educadores acreditam que a consolidação desse tipo de mudança ainda depende de muito esforço por parte dos professores.
Leia a íntegra da matéria de Lais Cattassini, do Jornal da Tarde, CLICANDO AQUI.
O uso de novas tecnologias na sala de aula, pouco a pouco, vai ganhando espaço na rotina pedagógica, mas educadores acreditam que a consolidação desse tipo de mudança ainda depende de muito esforço por parte dos professores.
Leia a íntegra da matéria de Lais Cattassini, do Jornal da Tarde, CLICANDO AQUI.
O livro didático em tempos de mídias digitais
Rumo aos novos letramentos
Referência nos estudos de linguagem e na análise do livro didático, pesquisadora da Unicamp crê que está na hora de ampliar a oferta de materiais para uso em sala de aula
Em tempos de mídias digitais, o processo de letramento não deve mais restringir-se apenas aos impressos, diz a professora Roxane Rojo, do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade de Campinas e coordenadora do projeto de pesquisa "Multiletramentos e abordagem da diversidade cultural no ensino de língua materna. O papel dos materiais didáticos".
Apesar dessa restrição, a especialista, que participou da institucionalização do processo de avaliação dos livros didáticos ocorrido a partir da segunda metade dos anos 90, vê um processo de evolução dos materiais à disposição do professor que tem a missão de alfabetizar na escola contemporânea.
Revista Educação nº 161. Leia íntegra da entrevista CLICANDO AQUI.
Referência nos estudos de linguagem e na análise do livro didático, pesquisadora da Unicamp crê que está na hora de ampliar a oferta de materiais para uso em sala de aula
Em tempos de mídias digitais, o processo de letramento não deve mais restringir-se apenas aos impressos, diz a professora Roxane Rojo, do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade de Campinas e coordenadora do projeto de pesquisa "Multiletramentos e abordagem da diversidade cultural no ensino de língua materna. O papel dos materiais didáticos".
Apesar dessa restrição, a especialista, que participou da institucionalização do processo de avaliação dos livros didáticos ocorrido a partir da segunda metade dos anos 90, vê um processo de evolução dos materiais à disposição do professor que tem a missão de alfabetizar na escola contemporânea.
Revista Educação nº 161. Leia íntegra da entrevista CLICANDO AQUI.
Twitter na sala de aula
Twitter chega à sala de aula como ferramenta para aprender técnica literária
Escola usa regra básica do microblog, o limite de 140 caracteres por mensagem, para que alunos desenvolvam narrativa e concisão em minicontos
"O telefone tocou. Seria ele? O que ele queria? Ela já não havia dito que era o fim? Ela atendeu o telefone. Não era ele, era pior." Em apenas 140 caracteres, o permitido para cada post no microblog Twitter, adolescentes aprenderam, em sala de aula, a usar a rede social como plataforma para contar pequenas histórias como essa.
Leia a íntegra da matéria de Lais Cattassini, do Jornal da Tarde, publicada no Estadão de hoje CLICANDO AQUI.
Escola usa regra básica do microblog, o limite de 140 caracteres por mensagem, para que alunos desenvolvam narrativa e concisão em minicontos
"O telefone tocou. Seria ele? O que ele queria? Ela já não havia dito que era o fim? Ela atendeu o telefone. Não era ele, era pior." Em apenas 140 caracteres, o permitido para cada post no microblog Twitter, adolescentes aprenderam, em sala de aula, a usar a rede social como plataforma para contar pequenas histórias como essa.
Leia a íntegra da matéria de Lais Cattassini, do Jornal da Tarde, publicada no Estadão de hoje CLICANDO AQUI.
domingo, 17 de outubro de 2010
Exposição - arte e tecnologia
LIFE ON LINE OF LIFE - de 18/10 a 31/10
Na Galeria Olido - GRÁTIS
Avenida São João, 473
Telefones: 3331-8399 ou 3397-0171
A exposição oferece a oportunidade ao público de interagir com trabalhos de arte contemporânea de vanguarda feitos pela brasileira Martha Gabriel, artista premiada na Bienal de Florença (Itália); com performances internacionais; com a mostra paralela de arte e tecnologia desenvolvida por universitários da Universidade Anhembi-Morumbi; e com dois painéis de discussão reunindo artistas de outros países.
Idealização e desenvolvimento: Sabrina Nudeliman.
Curadoria: Martha Gabriel.
Co-curadoria: Junia Meirelles, Delmar Galisi, José M. Neto.
Produção: Andrea Borrotchin.
LEIA MATÉRIA SOBRE A EXPOSIÇÃO EM:
'Life on Line of Life' propõe uma arte de vanguarda
Na Galeria Olido - GRÁTIS
Avenida São João, 473
Telefones: 3331-8399 ou 3397-0171
A exposição oferece a oportunidade ao público de interagir com trabalhos de arte contemporânea de vanguarda feitos pela brasileira Martha Gabriel, artista premiada na Bienal de Florença (Itália); com performances internacionais; com a mostra paralela de arte e tecnologia desenvolvida por universitários da Universidade Anhembi-Morumbi; e com dois painéis de discussão reunindo artistas de outros países.
Idealização e desenvolvimento: Sabrina Nudeliman.
Curadoria: Martha Gabriel.
Co-curadoria: Junia Meirelles, Delmar Galisi, José M. Neto.
Produção: Andrea Borrotchin.
LEIA MATÉRIA SOBRE A EXPOSIÇÃO EM:
'Life on Line of Life' propõe uma arte de vanguarda
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Celular: Inimigo ou aliado?
Após 3 dias de estudo do meio - e compras!! - com meus alunos em Tiradentes-MG, começo a semana nesta 5a feira com um projeto de leitura para o 8º ano, o "Ler é legal", uma experiência em que a autonomia pretende andar ao lado da responsabilidade. Vamos ver no que dá, logo mais publico os primeiros resultados.
E por falar em resultados, hoje conversei com a simpaticíssima repórter Marina Azaredo (que, como eu, ainda acredita ser possível melhorar o mundo - dá-lhe, Marina!!), da revista Educar para Crescer, sobre meu trabalho com o uso do celular na escola.
Leia os principais pontos da nossa conversa AQUI.
E por falar em resultados, hoje conversei com a simpaticíssima repórter Marina Azaredo (que, como eu, ainda acredita ser possível melhorar o mundo - dá-lhe, Marina!!), da revista Educar para Crescer, sobre meu trabalho com o uso do celular na escola.
Leia os principais pontos da nossa conversa AQUI.
domingo, 12 de setembro de 2010
2o SEMINÁRIO A SOCIEDADE EM REDE E A EDUCAÇÃO
É preciso inscrever-se para participar. Estarei lá em alguns horários possíveis e vou tentar twittar o evento. O texto abaixo é de divulgação. Maiores informações no site da Rede Vivo Educação.
CONCEITO
O 2o Seminário será uma nova e mais intensa oportunidade de conversar sobre as exigências de uma nova educação para uma nova sociedade (a sociedade em rede).
Terá um formato inovador, ouvindo especialistas-chave, promovendo um inédito festival de educação inovadora, abrindo espaço para as pessoas poderem conversar sobre os temas de sua escolha, estimulando a elaboração coletiva de projetos de educação inovadora (aprendizagem em rede).
OBJETIVOS DO SEMINÁRIO
- Difundir o conectivismo como nova teoria da aprendizagem compatível com a sociedade em rede.
- Continuar investindo na formação de sistemas sócio-educativos – comunidades de aprendizagem em rede.
- Construir um caminho próprio de abordagem do tema e de investimento socialmente responsável, alçando vôo (sem se contrapor diretamente) sobre o terreno já muito pisado pelas instituições e programas que ainda entendem a educação a partir do tripé escola-ensino-professor.
- Criar pontes com os inovadores em educação e incentivar os seus esforços.
FORMATO
Será realizado simultânea e integradamente em diversas cidades brasileiras, sob o formato de interação distribuída compondo um Hub em São Paulo e Arenas as demais cidades.
Os escritórios da Vivo em todo o Brasil abrirão suas portas para receber os grupos locais, e você também poderá abrir as portas de sua casa, da escola, de empresas, de ONGs para serem Arenas, basta criar um tópico aqui abaixo no Fórum de Discussão sob Título ARENA (CIDADE/ESTADO), e articular para que as pessoas de sua cidade/estado se conectem.
As pessoas interessadas em articular/organizar as Arenas elaborarão a sua própria programação respeitando a grande geral de programação do Seminário, bem como seus objetivos. Para tanto, a proposta central será a de ao final dos dias de Seminário as Arenas apresentarem projetos elaborados coletivamente pelos conectados de uma nova forma de aprendizagem em Rede e que possa ser implementado em conjunto por todos.
O evento será transmitido e contará com mecanismos de interação via web.
PROGRAMAÇÃO
Dias 14, 15 e 16 de setembro
LOCAIS
Teatro Vivo – Hub Vivo (capacidade 300 pessoas)
Galeria Vivo (para realização de dinâmicas de conversação)
Escritórios da Vivo – Arenas Vivo (utilizar salas de Videoconferência)
Pessoas e Organizações poderão ceder seus espaços para a realização das Arenas
CONCEITO
O 2o Seminário será uma nova e mais intensa oportunidade de conversar sobre as exigências de uma nova educação para uma nova sociedade (a sociedade em rede).
Terá um formato inovador, ouvindo especialistas-chave, promovendo um inédito festival de educação inovadora, abrindo espaço para as pessoas poderem conversar sobre os temas de sua escolha, estimulando a elaboração coletiva de projetos de educação inovadora (aprendizagem em rede).
OBJETIVOS DO SEMINÁRIO
- Difundir o conectivismo como nova teoria da aprendizagem compatível com a sociedade em rede.
- Continuar investindo na formação de sistemas sócio-educativos – comunidades de aprendizagem em rede.
- Construir um caminho próprio de abordagem do tema e de investimento socialmente responsável, alçando vôo (sem se contrapor diretamente) sobre o terreno já muito pisado pelas instituições e programas que ainda entendem a educação a partir do tripé escola-ensino-professor.
- Criar pontes com os inovadores em educação e incentivar os seus esforços.
FORMATO
Será realizado simultânea e integradamente em diversas cidades brasileiras, sob o formato de interação distribuída compondo um Hub em São Paulo e Arenas as demais cidades.
Os escritórios da Vivo em todo o Brasil abrirão suas portas para receber os grupos locais, e você também poderá abrir as portas de sua casa, da escola, de empresas, de ONGs para serem Arenas, basta criar um tópico aqui abaixo no Fórum de Discussão sob Título ARENA (CIDADE/ESTADO), e articular para que as pessoas de sua cidade/estado se conectem.
As pessoas interessadas em articular/organizar as Arenas elaborarão a sua própria programação respeitando a grande geral de programação do Seminário, bem como seus objetivos. Para tanto, a proposta central será a de ao final dos dias de Seminário as Arenas apresentarem projetos elaborados coletivamente pelos conectados de uma nova forma de aprendizagem em Rede e que possa ser implementado em conjunto por todos.
O evento será transmitido e contará com mecanismos de interação via web.
PROGRAMAÇÃO
Dias 14, 15 e 16 de setembro
LOCAIS
Teatro Vivo – Hub Vivo (capacidade 300 pessoas)
Galeria Vivo (para realização de dinâmicas de conversação)
Escritórios da Vivo – Arenas Vivo (utilizar salas de Videoconferência)
Pessoas e Organizações poderão ceder seus espaços para a realização das Arenas
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Fim do congresso, Pernambuco, tecnologia...
Hoje foi o último dia do congresso. Certificados entregues, compras na feirinha do SENAC, despedidas, passeio pelo centro histórico de Recife, carona "dahora" com os amigos da Débora Valletta, super companheira nipo-italiana desses dias todos. Fica, deste congresso, uma experiência de participação bem mais intensa do que a do ano passado; acho que o minicurso do João Mattar colaborou bastante pra isso, pois saí de lá com a sensação de que já tinha ouvido falar de tudo aquilo que ele estava dizendo, só que nunca tinha ido pra frente do computador pra entrar e fuçar nos links todos que ele sugeriu - e postou - em seu delicious. Ele também tem um blog bem legal, linkado na lista de blogs aqui do forno, confira.
Todo mundo sabe que eu adoro Recife e Olinda e sempre que tenho uma oportunidade qualquer, caio pra esses lados. Mas muito mais do que um ponto turístico fabuloso, com um povo deliciosamente acolhedor, pude sentir, desta vez, no ar daqui, uma ação voltada pro uso da tecnologia que deixa muitos estados "no chinelo". Os professores estão preocupados com a inserção no mundo digital e não apenas a dos alunos, como também a sua. E isso é muito legal, é um movimento que, nos próximos anos, pode nos trazer excelentes surpresas. Dá-lhe, Pernambuco!
E pra saideira, amanhã, se não chover, vou tentar ir à praia, pois também sou filha de Deus. À tarde volto pra São Paulo com a mala cheia de "bolo de rolo", um sotaque carregado que vai demorar uns bons dias pra sumir e no peito uma saudade do mar que só Fernando Pessoa e Caymmi seriam capazes de descrever. Despeço-me, então, com eles, porque "o mar quando quebra na praia é bonito, é bonito...".
Olhando o mar, sonho sem ter de quê.
Nada no mar, salvo o ser mar, se vê.
Mas de se nada ver quanto a alma sonha!
De que me servem a verdade e a fé?
(...)
Se tive amores? Já não sei se os tive.
Quem ontem fui já hoje em mim não vive.
Bebe, que tudo é líquido e embriaga,
E a vida morre enquanto o ser revive.
Todo mundo sabe que eu adoro Recife e Olinda e sempre que tenho uma oportunidade qualquer, caio pra esses lados. Mas muito mais do que um ponto turístico fabuloso, com um povo deliciosamente acolhedor, pude sentir, desta vez, no ar daqui, uma ação voltada pro uso da tecnologia que deixa muitos estados "no chinelo". Os professores estão preocupados com a inserção no mundo digital e não apenas a dos alunos, como também a sua. E isso é muito legal, é um movimento que, nos próximos anos, pode nos trazer excelentes surpresas. Dá-lhe, Pernambuco!
E pra saideira, amanhã, se não chover, vou tentar ir à praia, pois também sou filha de Deus. À tarde volto pra São Paulo com a mala cheia de "bolo de rolo", um sotaque carregado que vai demorar uns bons dias pra sumir e no peito uma saudade do mar que só Fernando Pessoa e Caymmi seriam capazes de descrever. Despeço-me, então, com eles, porque "o mar quando quebra na praia é bonito, é bonito...".
Olhando o mar, sonho sem ter de quê.
Nada no mar, salvo o ser mar, se vê.
Mas de se nada ver quanto a alma sonha!
De que me servem a verdade e a fé?
(...)
Se tive amores? Já não sei se os tive.
Quem ontem fui já hoje em mim não vive.
Bebe, que tudo é líquido e embriaga,
E a vida morre enquanto o ser revive.
Nos fios da África: projeto de contação de histórias
Acabo de saber que "Nos fios da África", meu projeto de contação de histórias, desenvolvido em parceria com a tecelã Carmem Leister Silveira, foi aprovado no Edital de Chamamento da Prefeitura de SP.
Nos próximos 18 meses, integraremos o grupo de "oficineiros, contadores de histórias e RPG" das bibliotecas de SP e estaremos por lá contando e tecendo fios e palavras. Aguarde!!
Veja a lista completa dos aprovados no site da Prefeitura de SP.
Nos próximos 18 meses, integraremos o grupo de "oficineiros, contadores de histórias e RPG" das bibliotecas de SP e estaremos por lá contando e tecendo fios e palavras. Aguarde!!
Veja a lista completa dos aprovados no site da Prefeitura de SP.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Congresso, artigo e cara nova do blog
Hoje foi um dia bem intenso no VIII Congresso Internacional de Tecnologia e Educação aqui em Olinda. Palestras, minicurso sobre "Técnicas e Instrumentos de Avaliação na Perspectiva da avaliação por Competências" com a Profa. Targélia Albuquerque, e chuva. Depois visita ao Instituto Ricardo Brennand e 1h de táxi pra chegar no hotel. Trânsito igual ao de São Paulo, inacreditável!
Amanhã é o último dia de congresso e eu farei um mini curso com o Prof. João Mattar sobre "Web 2.0, games e mundos virtuais em educação".
Ontem, na chegada, apresentei meu artigo. Ele está publicado no CD que contém os Anais do Congresso e, aproveitando as mudanças na aparência do blog (já não era sem tempo!), inauguro uma nova página, na qual você encontrará o texto integral deste artigo (clique na guia "Celular e Expressão", logo abaixo do título do blog).
Por falar em mudanças no blog, além da cor e do visual (fase ecológica desta professora), você vai notar também que, junto ao campo "comentários", agora há um campo chamado "reação", no qual você pode expressar o que achou dos posts, basta clicar numa das carinhas. Aprendi isso ontem com o congressista Rodolfo da Nóbrega que sabia tudo - e mais um pouco - sobre blogs.
A propósito de blogs, para meu espanto, fiquei sabendo que já estão considerando blog como gênero! Não sei o que dizer... Na verdade, depois de estudar blogs durante tanto tempo sem encontrar ninguém que chamasse de gênero, acho que não consigo concordar muito com isso... De todo modo, vou buscar as referências que a colega Cristiane Burlamaqui, do Pará, me deu e ver pra crer.
É isso.
Amanhã às 6h30, o táxi estará na porta do hotel. Afe!!
Amanhã é o último dia de congresso e eu farei um mini curso com o Prof. João Mattar sobre "Web 2.0, games e mundos virtuais em educação".
Ontem, na chegada, apresentei meu artigo. Ele está publicado no CD que contém os Anais do Congresso e, aproveitando as mudanças na aparência do blog (já não era sem tempo!), inauguro uma nova página, na qual você encontrará o texto integral deste artigo (clique na guia "Celular e Expressão", logo abaixo do título do blog).
Por falar em mudanças no blog, além da cor e do visual (fase ecológica desta professora), você vai notar também que, junto ao campo "comentários", agora há um campo chamado "reação", no qual você pode expressar o que achou dos posts, basta clicar numa das carinhas. Aprendi isso ontem com o congressista Rodolfo da Nóbrega que sabia tudo - e mais um pouco - sobre blogs.
A propósito de blogs, para meu espanto, fiquei sabendo que já estão considerando blog como gênero! Não sei o que dizer... Na verdade, depois de estudar blogs durante tanto tempo sem encontrar ninguém que chamasse de gênero, acho que não consigo concordar muito com isso... De todo modo, vou buscar as referências que a colega Cristiane Burlamaqui, do Pará, me deu e ver pra crer.
É isso.
Amanhã às 6h30, o táxi estará na porta do hotel. Afe!!
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
V Seminário Fala OUTRA Escola: carregando sonhos
Divulgação
O GEPEC - Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Continuada - tem sido espaço privilegiado para sistematizar e aprofundar a produção de conhecimentos e saberes na escola e na universidade, fomentando estudos e pesquisas de e com profissionais da educação.(...)
O último Seminário, realizado em 2008, abordou "Histórias Narradas & Cotidianos Vividos". Com o desejo de provocar diálogos sobre as produções cotidianas no trabalho escolar cinco eixos básicos incentivaram os debates: Formação no cotidiano escolar; Narrativa memória e autoria; Práticas curriculares em e com diferentes áreas de conhecimento; Experiências pedagógicas compartilhadas e Reflexividade e trabalho coletivo.
Em 2010, histórias de vida e de docência de quatro professoras do estado de Sergipe, retratadas no filme "Carregadoras de Sonhos", inspiram o nosso Seminário.
"Carregando sonhos" seguimos apostando na produção e partilha de narrativas que dão vozes e sentidos a uma "escola outra", fomentando diálogos e debates acerca das relações e saberes construídos na instituição escolar.
Convidamos todos à partilha de experiências que alimentem sonhos em salas de aula... Narrar, questionar e assim, produzir práticas diferenciadas na construção da escola de nossos sonhos (compartilhados)!
Para mais informações e inscrições, acesse o site do evento: V Seminário Fala OUTRA Escola
O GEPEC - Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Continuada - tem sido espaço privilegiado para sistematizar e aprofundar a produção de conhecimentos e saberes na escola e na universidade, fomentando estudos e pesquisas de e com profissionais da educação.(...)
O último Seminário, realizado em 2008, abordou "Histórias Narradas & Cotidianos Vividos". Com o desejo de provocar diálogos sobre as produções cotidianas no trabalho escolar cinco eixos básicos incentivaram os debates: Formação no cotidiano escolar; Narrativa memória e autoria; Práticas curriculares em e com diferentes áreas de conhecimento; Experiências pedagógicas compartilhadas e Reflexividade e trabalho coletivo.
Em 2010, histórias de vida e de docência de quatro professoras do estado de Sergipe, retratadas no filme "Carregadoras de Sonhos", inspiram o nosso Seminário.
"Carregando sonhos" seguimos apostando na produção e partilha de narrativas que dão vozes e sentidos a uma "escola outra", fomentando diálogos e debates acerca das relações e saberes construídos na instituição escolar.
Convidamos todos à partilha de experiências que alimentem sonhos em salas de aula... Narrar, questionar e assim, produzir práticas diferenciadas na construção da escola de nossos sonhos (compartilhados)!
Para mais informações e inscrições, acesse o site do evento: V Seminário Fala OUTRA Escola
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação: redes sociais e aprendizagem
Divulgação
Já estão disponíveis, no endereço eletrônico www.ufpe.br/nehte/simposio2010, os conteúdos programáticos dos minicursos que compõem a série de atividades da terceira edição do Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação: redes sociais e aprendizagem. Dirigido a professores, alunos e pesquisadores em geral, o Simpósio acontece nos dias 02 e 03 de dezembro deste ano, no Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco.
Os interessados devem escolher entre as seguintes opções de minicursos: Cartografia cognitiva: o uso de hipertexto nos mapas conceituais, ministrado pela professora Maria Auxiliadora Silva Freitas (CEDU/UFAL); Instalação, Configuração e Uso da Plataforma de Gestão de Aprendizagem Amadeus, ministrado pelos professores Alexandro Gomes (CIN/UFPE) e Francisco Petrônio Medeiros (IFPB); Redes sociais em educação: aplicações, ferramentas e estratégias para o ensino, ministrado pelo professor Lafayette Melo (IFPB) e; Nós somos os nós e a escola é a rede, ministrado pelo professor Luiz Fernando Gomes (Uniso/SP).
Na ocasião, estarão presentes estudantes, professores e profissionais ligados às áreas de Letras, Educação e Informática de diversas universidades brasileiras. Entre os participantes confirmados estão os pesquisadores Antônio Carlos Xavier e Nelly Carvalho (UFPE) e o filósofo Pierre Levy, professor titular da cadeira de “Pesquisa em Inteligência Coletiva” da Universidade de Ottawa, no Canadá.
O Simpósio Hipertexto tem periodicidade bienal. Sua primeira edição aconteceu em 2006 e a segunda em 2008, ambas no campus da Universidade Federal de Pernambuco.
As inscrições para apresentação de trabalhos já estão abertas e podem ser feitas no site do evento, no endereço eletrônico www.ufpe.br/nehte/simposio2010.
Os interessados podem efetuar a inscrição nas modalidades: sessão de comunicação (professores e estudantes de pós-graduação) e pôsteres (estudantes de graduação). Haverá premiação para o melhor pôster apresentado entre os alunos de graduação.
Mais informações
www.ufpe.br/nehte/simposio2010
simposiohipertexto@gmail.com
Fonte: AN-UFPE
Já estão disponíveis, no endereço eletrônico www.ufpe.br/nehte/simposio2010, os conteúdos programáticos dos minicursos que compõem a série de atividades da terceira edição do Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação: redes sociais e aprendizagem. Dirigido a professores, alunos e pesquisadores em geral, o Simpósio acontece nos dias 02 e 03 de dezembro deste ano, no Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco.
Os interessados devem escolher entre as seguintes opções de minicursos: Cartografia cognitiva: o uso de hipertexto nos mapas conceituais, ministrado pela professora Maria Auxiliadora Silva Freitas (CEDU/UFAL); Instalação, Configuração e Uso da Plataforma de Gestão de Aprendizagem Amadeus, ministrado pelos professores Alexandro Gomes (CIN/UFPE) e Francisco Petrônio Medeiros (IFPB); Redes sociais em educação: aplicações, ferramentas e estratégias para o ensino, ministrado pelo professor Lafayette Melo (IFPB) e; Nós somos os nós e a escola é a rede, ministrado pelo professor Luiz Fernando Gomes (Uniso/SP).
Na ocasião, estarão presentes estudantes, professores e profissionais ligados às áreas de Letras, Educação e Informática de diversas universidades brasileiras. Entre os participantes confirmados estão os pesquisadores Antônio Carlos Xavier e Nelly Carvalho (UFPE) e o filósofo Pierre Levy, professor titular da cadeira de “Pesquisa em Inteligência Coletiva” da Universidade de Ottawa, no Canadá.
O Simpósio Hipertexto tem periodicidade bienal. Sua primeira edição aconteceu em 2006 e a segunda em 2008, ambas no campus da Universidade Federal de Pernambuco.
As inscrições para apresentação de trabalhos já estão abertas e podem ser feitas no site do evento, no endereço eletrônico www.ufpe.br/nehte/simposio2010.
Os interessados podem efetuar a inscrição nas modalidades: sessão de comunicação (professores e estudantes de pós-graduação) e pôsteres (estudantes de graduação). Haverá premiação para o melhor pôster apresentado entre os alunos de graduação.
Mais informações
www.ufpe.br/nehte/simposio2010
simposiohipertexto@gmail.com
Fonte: AN-UFPE
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Tecnologia na sala de aula - relato
Compartilho, aqui, a deliciosa mensagem que recebi da professora Ana Paula Carvalho, do Vale do Aço - MG, relatando o trabalho que vem desenvolvendo com o uso de blogs na sala de aula. Pra fazer com que as coisas mudem, é preciso começar e, de algum modo, dar um passo adiante, e a Ana teve essa iniciativa. Vale a visita ao seu blog: http://www.cavucar.blogspot.com/
Valeu, Ana!!
.....
Querida Lina,
Resolvi te escrever para contar o quanto feliz estou depois de ter proposto um blog para as minhas turmas.
A ideia já existia, mas não sabia como iria ser, tinha um pouco de receio.
Depois de ler sua entrevista no "Educadores em Rede" da Rede Pitágoras - 1º semestre 2010, me senti mais encorajada a experimentar mais esta ferramenta com os meus alunos.
E o resultado? Sucesso total. Como eles estão mais dispostos e disponíveis. Estão mais próximos a mim, mais interessados nas aulas.
Hoje completam 26 dias que o site está no ar e já são mais de 2390 visitas. Já estou recebendo até tarefa pela internet.
Agora, preciso me organizar, para pesquisar mais e aprender a utilizar este e outros recursos a favor do pedagógico e principalmente demonstrar aos meus colegas professores o quão interessante as aulas podem se tornar e especialmente, que este é o caminho para o futuro da educação.
Um abraço,
Profª Ana Paula
Vale do Aço-MG
Valeu, Ana!!
.....
Querida Lina,
Resolvi te escrever para contar o quanto feliz estou depois de ter proposto um blog para as minhas turmas.
A ideia já existia, mas não sabia como iria ser, tinha um pouco de receio.
Depois de ler sua entrevista no "Educadores em Rede" da Rede Pitágoras - 1º semestre 2010, me senti mais encorajada a experimentar mais esta ferramenta com os meus alunos.
E o resultado? Sucesso total. Como eles estão mais dispostos e disponíveis. Estão mais próximos a mim, mais interessados nas aulas.
Hoje completam 26 dias que o site está no ar e já são mais de 2390 visitas. Já estou recebendo até tarefa pela internet.
Agora, preciso me organizar, para pesquisar mais e aprender a utilizar este e outros recursos a favor do pedagógico e principalmente demonstrar aos meus colegas professores o quão interessante as aulas podem se tornar e especialmente, que este é o caminho para o futuro da educação.
Um abraço,
Profª Ana Paula
Vale do Aço-MG
domingo, 29 de agosto de 2010
MEC descarta apostila no Plano Nacional do Livro Didático
Notícia extraída do Jornal da Tarde 26 de agosto de 2010, Fábio Mazzitelli
Ministério se posicionou sobre possível mudança no programa que distribui livros didáticos às escolas
A Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) não cogita incorporar os sistemas de ensino apostilados às compras anuais feitas pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que distribui de graça cerca de 130 milhões de obras por ano às escolas públicas do País.
O ministério se posicionou após ser questionado pelo Jornal da Tarde sobre possíveis reformulações no programa, já que neste ano 143 prefeituras paulistas que mantêm escolas municipais não aderiram ao PNLD. Como a maioria fez a opção para substituir o livro didático por materiais apostilados, alguns educadores defendem a incorporação dos sistemas de ensino ao programa federal.
São Paulo é o Estado com menor adesão ao PNLD, com apenas 77% optando pelos livros. No País, 96% dos gestores da rede pública aderiram neste ano ao programa, que existe desde 1985.
As prefeituras que ficaram de fora do PNLD deixam de receber um material sem custo aos cofres municipais para pagar por sistemas de ensino que vendem apostilas e capacitação de profissionais da educação a preços que variam de R$ 125 a R$ 170 por aluno.
“Entendemos que o livro didático pode contribuir para a qualidade da educação brasileira porque possibilita ao professor a autonomia na escolha do seu material de trabalho, de acordo com a realidade da escola e seus alunos, ao mesmo tempo em que permite a organização do trabalho docente de forma sistemática e flexível conforme a prática do professor e os conhecimentos de seus alunos”, afirma a nota do MEC, que diz não ter recebido pedido formal de inclusão das apostilas no PNLD.
“Os livros aprovados para o PNLD passam por uma rigorosa avaliação pedagógica para que sejam distribuídos às escolas públicas isentos de erros conceituais, de problemas metodológicos, preconceitos ou estereótipos, entre outras questões apontadas nos critérios de avaliação”, diz o comunicado do ministério.
A efetividade do material apostilado, que estrutura as aulas por capítulos e direciona o trabalho do professor, gera divergências entre educadores. Os defensores apontam maior organização didática e garantia do ensino de um conteúdo mínimo como vantagens do método. Os críticos reclamam da falta de autonomia do professor e da escola e também questionam a qualidade das apostilas.
Para o MEC, a assessoria pedagógica que faz parte do pacote de contratação dos sistemas de ensino, um diferencial deste tipo de método didático, “ já existe em todos os programas desenvolvidos pelo ministério”. Ainda de acordo com o MEC, “a questão da qualidade da educação básica é mais complexa que a simples prestação de serviços educacionais”.
Ministério se posicionou sobre possível mudança no programa que distribui livros didáticos às escolas
A Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) não cogita incorporar os sistemas de ensino apostilados às compras anuais feitas pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que distribui de graça cerca de 130 milhões de obras por ano às escolas públicas do País.
O ministério se posicionou após ser questionado pelo Jornal da Tarde sobre possíveis reformulações no programa, já que neste ano 143 prefeituras paulistas que mantêm escolas municipais não aderiram ao PNLD. Como a maioria fez a opção para substituir o livro didático por materiais apostilados, alguns educadores defendem a incorporação dos sistemas de ensino ao programa federal.
São Paulo é o Estado com menor adesão ao PNLD, com apenas 77% optando pelos livros. No País, 96% dos gestores da rede pública aderiram neste ano ao programa, que existe desde 1985.
As prefeituras que ficaram de fora do PNLD deixam de receber um material sem custo aos cofres municipais para pagar por sistemas de ensino que vendem apostilas e capacitação de profissionais da educação a preços que variam de R$ 125 a R$ 170 por aluno.
“Entendemos que o livro didático pode contribuir para a qualidade da educação brasileira porque possibilita ao professor a autonomia na escolha do seu material de trabalho, de acordo com a realidade da escola e seus alunos, ao mesmo tempo em que permite a organização do trabalho docente de forma sistemática e flexível conforme a prática do professor e os conhecimentos de seus alunos”, afirma a nota do MEC, que diz não ter recebido pedido formal de inclusão das apostilas no PNLD.
“Os livros aprovados para o PNLD passam por uma rigorosa avaliação pedagógica para que sejam distribuídos às escolas públicas isentos de erros conceituais, de problemas metodológicos, preconceitos ou estereótipos, entre outras questões apontadas nos critérios de avaliação”, diz o comunicado do ministério.
A efetividade do material apostilado, que estrutura as aulas por capítulos e direciona o trabalho do professor, gera divergências entre educadores. Os defensores apontam maior organização didática e garantia do ensino de um conteúdo mínimo como vantagens do método. Os críticos reclamam da falta de autonomia do professor e da escola e também questionam a qualidade das apostilas.
Para o MEC, a assessoria pedagógica que faz parte do pacote de contratação dos sistemas de ensino, um diferencial deste tipo de método didático, “ já existe em todos os programas desenvolvidos pelo ministério”. Ainda de acordo com o MEC, “a questão da qualidade da educação básica é mais complexa que a simples prestação de serviços educacionais”.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Exposição - FERNANDO PESSOA: plural como o Universo
A minha alma partiu-se como um vaso vazio.Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.
Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.
Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.
(...)
(Apontamento, Álvaro de Campos, 1929)
Texto de divulgação
Uma espécie de labirinto no qual cada passo leva o visitante a uma experiência poética única, dividida em vozes e estilos diferentes, mas oriundos de uma mesma fonte: a escrita de Fernando Pessoa. A exposição “Fernando Pessoa, plural como o universo”, a primeira sobre um autor português no Museu da Língua Portuguesa, pretende mostrar a multiplicidade da vida e da obra do poeta, que se revela nos versos das dezenas de heterônimos (nomes imaginários sob os quais o autor identificava obras escritas por ele, mas com características próprias) e personagens literários criados por ele. Poemas impressos e projetados, fac-símiles de documentos, imagens de Pessoa e quadros de pintores portugueses compõem o visual da exposição, que tem ainda um vídeo feito pelo documentarista Carlos Nader, com roteiro de Antônio Cícero. A exposição tem a curadoria de Carlos Felipe Moisés e Richard Zenith, cenografia de Hélio Eichbauer, design gráfico de Heloisa Faria sob a coordenação geral de Julia Peregrino.
de 24/08/2010 a 30/01/2011
Museu da Língua Portuguesa
Estação da Luz
Praça da Luz, s/nº Centro - São Paulo - SP
(11) 3326-0775
Acesse: www.visitefernandopessoa.org.br/
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Bibliotecas
Quem acha que as bibliotecas públicas de São Paulo vivem só de livros está pra lá de enganado, há eventos de muitos tipos acontecendo todos os dias nesses "templos sagrados de leitura".
Amanhã, por exemplo, a Biblioteca Viriato Corrêa (R. Sena Madureira, 298, Vl. Mariana) promoverá duas sessões de filmes - praticamente inéditos por aqui - que compõem a mostra "O Jovem Almodóvar": O que eu fiz para merecer isto? e Labirinto de Paixões, às 16h e 18h, respectivamente.
A mostra segue até o dia 22/09 com "Kika" e "Mulheres à beira de um ataque de nervos".
Mas não é só cinema, há também música, palestras, contação de histórias e inúmeras oficinas acontecendo todos os dias. Para acompanhar a programação desta e de outras bibliotecas de São Paulo, acesse o Sistema Municipal de Bibliotecas da Prefeitura.
Amanhã, por exemplo, a Biblioteca Viriato Corrêa (R. Sena Madureira, 298, Vl. Mariana) promoverá duas sessões de filmes - praticamente inéditos por aqui - que compõem a mostra "O Jovem Almodóvar": O que eu fiz para merecer isto? e Labirinto de Paixões, às 16h e 18h, respectivamente.
A mostra segue até o dia 22/09 com "Kika" e "Mulheres à beira de um ataque de nervos".
Mas não é só cinema, há também música, palestras, contação de histórias e inúmeras oficinas acontecendo todos os dias. Para acompanhar a programação desta e de outras bibliotecas de São Paulo, acesse o Sistema Municipal de Bibliotecas da Prefeitura.
Contação de histórias em cordel tem Alice como tema
Poesia pendurada em varal? Assim é a literatura de cordel, muito conhecida no Nordeste brasileiro.
Para saber mais sobre ela, você pode participar do VII Cordel na Cortez, que começa dia 23 de agosto.
Autores conhecidos terão seus cordéis expostos, entre eles J. Borges e José Camelo de Melo. Também serão exibidos filmes que têm o cordel como tema.
Há oficinas de cordel e de xilogravura, para adultos e crianças, em dias variados, e contação de histórias "Alice no País das Maravilhas em cordel" no sábado, dia 28, às 11h.
Também no sábado, das 12h às 14h, acontece uma sessão de autógrafos de livros lançados em forma de cordel, como Branca de Neve e Pequeno Polegar.
PARA CONFERIR:
Quando: 23 a 28 de agosto
Onde: livraria Cortez (r. Bartira, 317, Perdizes; tel. 0/xx/113873-7111)
Quanto: grátis
(http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/785075-contacao-de-historias-em-cordel-tem-alice-como-tema.shtml)
Para saber mais sobre ela, você pode participar do VII Cordel na Cortez, que começa dia 23 de agosto.
Autores conhecidos terão seus cordéis expostos, entre eles J. Borges e José Camelo de Melo. Também serão exibidos filmes que têm o cordel como tema.
Há oficinas de cordel e de xilogravura, para adultos e crianças, em dias variados, e contação de histórias "Alice no País das Maravilhas em cordel" no sábado, dia 28, às 11h.
Também no sábado, das 12h às 14h, acontece uma sessão de autógrafos de livros lançados em forma de cordel, como Branca de Neve e Pequeno Polegar.
PARA CONFERIR:
Quando: 23 a 28 de agosto
Onde: livraria Cortez (r. Bartira, 317, Perdizes; tel. 0/xx/113873-7111)
Quanto: grátis
(http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/785075-contacao-de-historias-em-cordel-tem-alice-como-tema.shtml)
terça-feira, 17 de agosto de 2010
8º Simpósio Internacional de Artemídia e Cultura Digital - ACTA-MEDIA 8
Divulgação
Acta Media discute processo criativo nas artes tradicionais e nas novas mídias
In-Pacto, 8ª edição do simpósio internacional, aborda criatividade artificial, arte no mundo virtual, design e tecnologia, entre outros temas;
Reunir estudiosos brasileiros e estrangeiros de várias disciplinas buscando um denominador comum: processos criativos que estruturam a produção estética. Essa é a proposta do Simpósio Acta Media 8, In-Pacto, que pretende trazer a São Paulo uma visão comparativa dos processos criativos que ocorrem tanto nas formas mais tradicionais de arte como nas formas contemporâneas.
O Simpósio tem sua programação, totalmente gratuita, distribuída por 10 dias (entre 13 e 27/08). Os eventos ocorrem na Livraria da Vila dos Jardins, na Escola de Comunicações e Artes (ECA) e na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.
Para oferecer uma programação abrangente sobre artemídia e cultura digital, foram selecionados diversos pesquisadores, que pudessem ministrar palestras sobre os processos autorais mais tradicionais da Arte Africana e Afro-Brasileira, como dos mais contemporâneos, passando por cinema, robótica, música.
Nomes internacionais, como do nigeriano Babatunde Lawal, especialista em Arte Afro-Brasileira, do americano Oliver Speck (ambos professores da Virginia Commonwealth University - VCU) e do português Leonel Moura estarão ao lado de diversos pesquisadores brasileiros associados à USP, como Artur Matuck e Carlos Zibel, organizadores do Acta Media.
Alguns dos temas do Acta Media 8
Cultura e arte Afro-Brasileira - as professoras Gislene dos Santos e Dilma de Melo e Silva juntam-se ao professor Babatunde Lawal para discutir aspectos da cultura e da arte afro-brasileira, fornecendo um painel de visões diversas sobre o tema.
Processos autorais em música e rádio – o professor Volker Grassmuth, de nacionalidade alemã e que atualmente ministra um curso na USP, debaterá os processos autorais que envolvem a cultura REMIX na produção musical brasileira. Será acompanhado pelo músico colombiano Julian Jaramillo, que apresentará processos criativos que envolvem a produção radiofônica de caráter artístico, a Rádio Arte.
Design e Interatividade – o designer e arquiteto Carlos Zibel, coordenador do Curso de Design da FAUUSP, participa de mesa-redonda com pesquisadores do Grupo DeVIR. O design de interfaces gráficas digitais, o uso de programas genéticos e emergentes dotados de IA (inteligência artificial), bem como os sistemas digitais ubíquos e interativos, muitas vezes apoiados ou integrados nos equipamentos urbanos e edifícios, serão alguns dos pontos debatidos.
Criação artística digital - o pesquisador e artista plástico português Leonel Moura, que atualmente prepara uma peça de teatro com atores robóticos para o Instituto Itaú Cultural, abordará a criação artística digital realizada através de sistemas computacionais, com foco especialmente nos processos emergenciais que surgem a partir da atuação de computadores no processo de criação. A disciplina que se inaugura com esses processos tem sido chamada de Criatividade Artificial – uma derivação da disciplina já estabelecida denominada Inteligência Artificial.
Metas-escritura - o professor livre-docente Artur Matuck apresenta teoria própria, intitulada Metas-escritura, processos de uma arte-outra, que discute os processos criativos especialmente contemporâneos utilizados por artistas, tanto digitais como analógicos, no planejamento de suas obras. Segundo Matuck, atualmente, os processos criativos que antecedem a execução de obras “formam uma meta-linguagem que merece estudo e atenção, uma linguagem específica da arte, a chamada meta-arte”.
CLIQUE PARA VER A PROGRAMAÇÃO
Acta Media discute processo criativo nas artes tradicionais e nas novas mídias
In-Pacto, 8ª edição do simpósio internacional, aborda criatividade artificial, arte no mundo virtual, design e tecnologia, entre outros temas;
Reunir estudiosos brasileiros e estrangeiros de várias disciplinas buscando um denominador comum: processos criativos que estruturam a produção estética. Essa é a proposta do Simpósio Acta Media 8, In-Pacto, que pretende trazer a São Paulo uma visão comparativa dos processos criativos que ocorrem tanto nas formas mais tradicionais de arte como nas formas contemporâneas.
O Simpósio tem sua programação, totalmente gratuita, distribuída por 10 dias (entre 13 e 27/08). Os eventos ocorrem na Livraria da Vila dos Jardins, na Escola de Comunicações e Artes (ECA) e na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.
Para oferecer uma programação abrangente sobre artemídia e cultura digital, foram selecionados diversos pesquisadores, que pudessem ministrar palestras sobre os processos autorais mais tradicionais da Arte Africana e Afro-Brasileira, como dos mais contemporâneos, passando por cinema, robótica, música.
Nomes internacionais, como do nigeriano Babatunde Lawal, especialista em Arte Afro-Brasileira, do americano Oliver Speck (ambos professores da Virginia Commonwealth University - VCU) e do português Leonel Moura estarão ao lado de diversos pesquisadores brasileiros associados à USP, como Artur Matuck e Carlos Zibel, organizadores do Acta Media.
Alguns dos temas do Acta Media 8
Cultura e arte Afro-Brasileira - as professoras Gislene dos Santos e Dilma de Melo e Silva juntam-se ao professor Babatunde Lawal para discutir aspectos da cultura e da arte afro-brasileira, fornecendo um painel de visões diversas sobre o tema.
Processos autorais em música e rádio – o professor Volker Grassmuth, de nacionalidade alemã e que atualmente ministra um curso na USP, debaterá os processos autorais que envolvem a cultura REMIX na produção musical brasileira. Será acompanhado pelo músico colombiano Julian Jaramillo, que apresentará processos criativos que envolvem a produção radiofônica de caráter artístico, a Rádio Arte.
Design e Interatividade – o designer e arquiteto Carlos Zibel, coordenador do Curso de Design da FAUUSP, participa de mesa-redonda com pesquisadores do Grupo DeVIR. O design de interfaces gráficas digitais, o uso de programas genéticos e emergentes dotados de IA (inteligência artificial), bem como os sistemas digitais ubíquos e interativos, muitas vezes apoiados ou integrados nos equipamentos urbanos e edifícios, serão alguns dos pontos debatidos.
Criação artística digital - o pesquisador e artista plástico português Leonel Moura, que atualmente prepara uma peça de teatro com atores robóticos para o Instituto Itaú Cultural, abordará a criação artística digital realizada através de sistemas computacionais, com foco especialmente nos processos emergenciais que surgem a partir da atuação de computadores no processo de criação. A disciplina que se inaugura com esses processos tem sido chamada de Criatividade Artificial – uma derivação da disciplina já estabelecida denominada Inteligência Artificial.
Metas-escritura - o professor livre-docente Artur Matuck apresenta teoria própria, intitulada Metas-escritura, processos de uma arte-outra, que discute os processos criativos especialmente contemporâneos utilizados por artistas, tanto digitais como analógicos, no planejamento de suas obras. Segundo Matuck, atualmente, os processos criativos que antecedem a execução de obras “formam uma meta-linguagem que merece estudo e atenção, uma linguagem específica da arte, a chamada meta-arte”.
CLIQUE PARA VER A PROGRAMAÇÃO
Só conhecimento teórico não forma bom professor
(Entrevista com o professor doug Lemov, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO em 16/08/2010)
DOCENTES TAMBÉM PRECISAM DE TÉCNICAS PARA TRANSMITIR CONHECIMENTO, INSPIRAR CRIANÇAS E MANEJAR SALA DE AULA
ANTÔNIO GOIS
DO RIO
Quando, aos 21 anos, começou a dar aulas, Doug Lemov, 42, conta que ouviu conselhos como "espere o máximo dos seus alunos todo dia" ou "tenha altas expectativas sobre seu desempenho". No momento em que ficava em frente aos estudantes em sala de aula, porém, isso lhe parecia pouco útil.
No meio de tantas frases de efeito, um professor mais experiente lhe falou algo bastante concreto: "Quando precisar dar instruções aos alunos, não faça isso caminhando pela sala enquanto distribui papéis. Eles precisam entender que o que você fala é mais importante do que qualquer outra tarefa".
Foi a partir de dicas práticas como essa que Lemov, hoje diretor de uma rede de escolas nos EUA, passou a prestar atenção nas técnicas dos melhores professores.
Sua obsessão em descobrir o que faz o docente top quando fecha a porta de sua classe o levou a filmar por seis anos aulas de profissionais que conseguiam, mesmo em situações adversas, que seus alunos aprendessem.
Este trabalho virou livro de repercussão nos EUA, com 150 mil cópias vendidas, e que será lançado em outubro no Brasil, com o nome "Aula Nota 10" (Fundação Lemann e editora Da Boa Prosa).
Nele, Lemov descreve em termos bem práticos 49 técnicas de bons professores. Podem não ser frases glamourosas, mas funcionam. Em entrevista à Folha, o autor diz que seu livro não menospreza o conhecimento teórico. Apenas argumenta que, em vez de aprender apenas a partir de teorias, professores precisam olhar para o que fazem seus colegas com melhor desempenho.
Folha - Seu livro pode ser entendido também como crítica ao modo como se formam professores hoje nos EUA, com currículos que enfatizam demasiadamente teorias pedagógicas e deixam pouco espaço para o ensino de questões práticas de sala de aula. Como foi a repercussão?
Doug Lemov - Pela resposta que tive, percebi que o problema na formação de professores nos EUA é mais profundo do que imaginava.
Alguns me disseram que as ideias do livro eram muito intuitivas. Outros, que não havia nenhuma grande revelação e que o livro era até óbvio. Sinceramente, considerei elogio, pois isso revela que há mais pessoas que pensam da mesma maneira.
Eu tinha também algum receio de o livro não ser bem recebido por professores de escolas públicas, já que trabalho numa organização que mantém escolas "charters" [geridas pela iniciativa privada, mas financiadas pelo poder público para atender gratuitamente alunos pobres] e, nos EUA, tem havido muita disputa em torno deste tema.
Mas acho que os professores entenderam que o livro pode ser útil para seu trabalho, não importa em que tipo de escola eles ensinam.
Só não tive resposta nenhuma das autoridades educacionais, responsáveis pela política de formação de professores. Deles, percebi um silêncio retumbante.
O que explicaria isso?
Talvez achem que eles estejam certos e eu, equivocado. Talvez porque estejam numa postura defensiva, se sentindo ameaçados com os que criticam a política atual de formação. Não estou certo de que as pessoas responsáveis pela formação de professores tenham em mente que o aprendizado das crianças tem que ser a prioridade.
Ao enfatizar a importância de aprender técnicas de manejo de turma em sala de aula, você não estaria menosprezando a formação teórica?
Em nenhum momento digo que o conhecimento teórico não é importante. Pelo contrário, é dramaticamente importante. Se você vai ensinar matemática, você tem que ter uma boa formação em matemática. Mas meu ponto é que só isso não faz de alguém um bom professor.
Acho que as técnicas que descrevo são úteis inclusive para docentes que têm amplo conhecimento da disciplina que lecionam.
Imagine uma escola pública em área pobre que esteja precisando de um professor de física. Hoje em dia, já é difícil achar alguém que conheça bem a disciplina e esteja disposto a dar aulas.
Mas, se as pessoas com boa formação em física souberem também técnicas para fazer boas perguntas, inspirar crianças e manejar uma sala de aula, triplicaríamos o número de pessoas capazes de dar boas aulas.
Meu livro trata muito mais de como transmitir o conhecimento para os alunos. Quando você é especialista em algo, seu conhecimento sobre o tema é quase intuitivo. Isso pode significar que não seja natural para você pensar em formas de transmitir isso para estudantes.
No Brasil, há muitas críticas aos formatos tradicionais da sala de aula, pouco atrativos para jovens do século 21. No entanto, muitos professores reagem argumentando que a sala de aula não é um circo, e que aprender nem sempre é divertido. Qual sua opinião?
Não acho que tenha que se escolher entre um modelo ou outro. É certo que você deve inspirar os alunos e atrair sua atenção, mas é preciso também fazê-los trabalhar duro.
Só não entendo como algumas pessoas resistem tanto em melhorar. Se você me disser que há coisas que possa fazer para ser um pai melhor, eu vou querer aprender, mesmo que eu já me considere o melhor pai do mundo.
Se em sua escola há uma maioria de professores desmotivados ou desinteressados em melhorar, é difícil ser o que dará o primeiro passo. Mas, se você dá esse passo, outros o seguirão, e isso se tornará uma bola de neve.
Mas, no Brasil, professores muitas vezes dão aulas em situações precárias. Como cobrar entusiasmo de um profissional nessa situação?
É certamente mais fácil ser um ótimo professor numa escola maravilhosa. Mas, mesmo nas piores escolas dos Estados Unidos, há sempre um, dois ou três que se destacam, e, no meu livro, eu destaco principalmente o trabalho de professores que dão aulas para alunos mais pobres.
Mesmo não conhecendo bem o Brasil, tenho certeza de que há bons profissionais mesmo em escolas de pior desempenho. Meu ponto é que, em vez de aprender só com teorias, também deveríamos aprender com exemplo dos ótimos professores.
Há, porém, escolas que facilitam o trabalho desses bons professores e outras que dificultam. Quais características você identifica nas que apresentem bons resultados?
Em primeiro lugar, são escolas preocupadas, acima de tudo, no aprendizado do aluno. Parece bobo dizer isso, mas, na prática, nem sempre é o que acontece. Em segundo, há também uma constante análise de resultados, para identificar os pontos fracos e corrigi-los. Por último, são locais onde o professor se sente valorizado e respeitado.
E o que um diretor precisa fazer para motivar a equipe?
Sei que é comum o ceticismo de professores em relação a aperfeiçoamento. Em parte, eles têm razão, pois muitos conselhos ou treinamentos dão em nada. Mas fazer os professores confiarem no seu trabalho é um resultado, e não uma pré-condição. É preciso mostrar que você é capaz de ajudá-los a serem melhores. Se você consegue fazer isso ao menos com uma minoria, é natural que outros vejam o resultado e passem a acreditar em você.
DOCENTES TAMBÉM PRECISAM DE TÉCNICAS PARA TRANSMITIR CONHECIMENTO, INSPIRAR CRIANÇAS E MANEJAR SALA DE AULA
ANTÔNIO GOIS
DO RIO
Quando, aos 21 anos, começou a dar aulas, Doug Lemov, 42, conta que ouviu conselhos como "espere o máximo dos seus alunos todo dia" ou "tenha altas expectativas sobre seu desempenho". No momento em que ficava em frente aos estudantes em sala de aula, porém, isso lhe parecia pouco útil.
No meio de tantas frases de efeito, um professor mais experiente lhe falou algo bastante concreto: "Quando precisar dar instruções aos alunos, não faça isso caminhando pela sala enquanto distribui papéis. Eles precisam entender que o que você fala é mais importante do que qualquer outra tarefa".
Foi a partir de dicas práticas como essa que Lemov, hoje diretor de uma rede de escolas nos EUA, passou a prestar atenção nas técnicas dos melhores professores.
Sua obsessão em descobrir o que faz o docente top quando fecha a porta de sua classe o levou a filmar por seis anos aulas de profissionais que conseguiam, mesmo em situações adversas, que seus alunos aprendessem.
Este trabalho virou livro de repercussão nos EUA, com 150 mil cópias vendidas, e que será lançado em outubro no Brasil, com o nome "Aula Nota 10" (Fundação Lemann e editora Da Boa Prosa).
Nele, Lemov descreve em termos bem práticos 49 técnicas de bons professores. Podem não ser frases glamourosas, mas funcionam. Em entrevista à Folha, o autor diz que seu livro não menospreza o conhecimento teórico. Apenas argumenta que, em vez de aprender apenas a partir de teorias, professores precisam olhar para o que fazem seus colegas com melhor desempenho.
Folha - Seu livro pode ser entendido também como crítica ao modo como se formam professores hoje nos EUA, com currículos que enfatizam demasiadamente teorias pedagógicas e deixam pouco espaço para o ensino de questões práticas de sala de aula. Como foi a repercussão?
Doug Lemov - Pela resposta que tive, percebi que o problema na formação de professores nos EUA é mais profundo do que imaginava.
Alguns me disseram que as ideias do livro eram muito intuitivas. Outros, que não havia nenhuma grande revelação e que o livro era até óbvio. Sinceramente, considerei elogio, pois isso revela que há mais pessoas que pensam da mesma maneira.
Eu tinha também algum receio de o livro não ser bem recebido por professores de escolas públicas, já que trabalho numa organização que mantém escolas "charters" [geridas pela iniciativa privada, mas financiadas pelo poder público para atender gratuitamente alunos pobres] e, nos EUA, tem havido muita disputa em torno deste tema.
Mas acho que os professores entenderam que o livro pode ser útil para seu trabalho, não importa em que tipo de escola eles ensinam.
Só não tive resposta nenhuma das autoridades educacionais, responsáveis pela política de formação de professores. Deles, percebi um silêncio retumbante.
O que explicaria isso?
Talvez achem que eles estejam certos e eu, equivocado. Talvez porque estejam numa postura defensiva, se sentindo ameaçados com os que criticam a política atual de formação. Não estou certo de que as pessoas responsáveis pela formação de professores tenham em mente que o aprendizado das crianças tem que ser a prioridade.
Ao enfatizar a importância de aprender técnicas de manejo de turma em sala de aula, você não estaria menosprezando a formação teórica?
Em nenhum momento digo que o conhecimento teórico não é importante. Pelo contrário, é dramaticamente importante. Se você vai ensinar matemática, você tem que ter uma boa formação em matemática. Mas meu ponto é que só isso não faz de alguém um bom professor.
Acho que as técnicas que descrevo são úteis inclusive para docentes que têm amplo conhecimento da disciplina que lecionam.
Imagine uma escola pública em área pobre que esteja precisando de um professor de física. Hoje em dia, já é difícil achar alguém que conheça bem a disciplina e esteja disposto a dar aulas.
Mas, se as pessoas com boa formação em física souberem também técnicas para fazer boas perguntas, inspirar crianças e manejar uma sala de aula, triplicaríamos o número de pessoas capazes de dar boas aulas.
Meu livro trata muito mais de como transmitir o conhecimento para os alunos. Quando você é especialista em algo, seu conhecimento sobre o tema é quase intuitivo. Isso pode significar que não seja natural para você pensar em formas de transmitir isso para estudantes.
No Brasil, há muitas críticas aos formatos tradicionais da sala de aula, pouco atrativos para jovens do século 21. No entanto, muitos professores reagem argumentando que a sala de aula não é um circo, e que aprender nem sempre é divertido. Qual sua opinião?
Não acho que tenha que se escolher entre um modelo ou outro. É certo que você deve inspirar os alunos e atrair sua atenção, mas é preciso também fazê-los trabalhar duro.
Só não entendo como algumas pessoas resistem tanto em melhorar. Se você me disser que há coisas que possa fazer para ser um pai melhor, eu vou querer aprender, mesmo que eu já me considere o melhor pai do mundo.
Se em sua escola há uma maioria de professores desmotivados ou desinteressados em melhorar, é difícil ser o que dará o primeiro passo. Mas, se você dá esse passo, outros o seguirão, e isso se tornará uma bola de neve.
Mas, no Brasil, professores muitas vezes dão aulas em situações precárias. Como cobrar entusiasmo de um profissional nessa situação?
É certamente mais fácil ser um ótimo professor numa escola maravilhosa. Mas, mesmo nas piores escolas dos Estados Unidos, há sempre um, dois ou três que se destacam, e, no meu livro, eu destaco principalmente o trabalho de professores que dão aulas para alunos mais pobres.
Mesmo não conhecendo bem o Brasil, tenho certeza de que há bons profissionais mesmo em escolas de pior desempenho. Meu ponto é que, em vez de aprender só com teorias, também deveríamos aprender com exemplo dos ótimos professores.
Há, porém, escolas que facilitam o trabalho desses bons professores e outras que dificultam. Quais características você identifica nas que apresentem bons resultados?
Em primeiro lugar, são escolas preocupadas, acima de tudo, no aprendizado do aluno. Parece bobo dizer isso, mas, na prática, nem sempre é o que acontece. Em segundo, há também uma constante análise de resultados, para identificar os pontos fracos e corrigi-los. Por último, são locais onde o professor se sente valorizado e respeitado.
E o que um diretor precisa fazer para motivar a equipe?
Sei que é comum o ceticismo de professores em relação a aperfeiçoamento. Em parte, eles têm razão, pois muitos conselhos ou treinamentos dão em nada. Mas fazer os professores confiarem no seu trabalho é um resultado, e não uma pré-condição. É preciso mostrar que você é capaz de ajudá-los a serem melhores. Se você consegue fazer isso ao menos com uma minoria, é natural que outros vejam o resultado e passem a acreditar em você.
III Congresso Brasileiro de Educação
TEMA: Formação de professores: compromissos e desafios da Educação Pública
"O Congresso Brasileiro de Educação, em sua terceira edição, terá como tema gerador "Formação de professores: compromissos e desafios da Educação Pública". O objetivo do evento é debater, construir e divulgar o conhecimento sobre a formação inicial e continuada dos professores para a Educação Básica e Superior. O congresso será realizado nas dependências da UNESP, campus de Bauru, entre os dias 04 e 07 de julho de 2011, e tem como público alvo: professores e estudantes de pós-graduação e graduação, professores da Educação Básica e demais profissionais e pesquisadores na área da Educação".
Acesse o site do III Congresso Brasileiro de Educação
"O Congresso Brasileiro de Educação, em sua terceira edição, terá como tema gerador "Formação de professores: compromissos e desafios da Educação Pública". O objetivo do evento é debater, construir e divulgar o conhecimento sobre a formação inicial e continuada dos professores para a Educação Básica e Superior. O congresso será realizado nas dependências da UNESP, campus de Bauru, entre os dias 04 e 07 de julho de 2011, e tem como público alvo: professores e estudantes de pós-graduação e graduação, professores da Educação Básica e demais profissionais e pesquisadores na área da Educação".
Acesse o site do III Congresso Brasileiro de Educação
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Conferência: "Gêneros textuais e desenvolvimento"
O LAEL, PUCSP convida para a conferência de Jean-Paul Bronckart, Universidade de Genebra, Suíça:
"Gêneros textuais e desenvolvimento"
Sexta-feira, 11/06/2010, 9:00
Auditório 333 (Prédio Novo) - PUC-SP
Rua Monte Alegre 984
Perdizes CEP 05014-001 São Paulo SP
Tel (11) 3670-8501
"Gêneros textuais e desenvolvimento"
Sexta-feira, 11/06/2010, 9:00
Auditório 333 (Prédio Novo) - PUC-SP
Rua Monte Alegre 984
Perdizes CEP 05014-001 São Paulo SP
Tel (11) 3670-8501
domingo, 30 de maio de 2010
2083
2083
VICENTE MUÑOZ PUELLES
Ed. Biruta, 112p. R$30,00.
Pra quem assistiu a "Farenheit 451" (Truffaut, 1966) em plena infância, como eu, o tema do "fim dos livros" já está pra lá de gasto. A polêmica, no entanto, é sempre reacesa, e os e-readers (leitores de livros digitais como o Kindle, por ex.) só vieram pôr lenha na fogueira - a 451ºF (que infame!).
Na esteira da discussão preferida de Umberto Eco nos últimos tempos, o espanhol Vicente Muñoz Puelles lançou "2083", pela Editora Biruta. Trata-se de narrativa ficcional infanto-juvenil na qual discute-se justamente o tão propalado "fim dos livros de papel". O autor vai além, e propõe ao leitor que se imagine no ano de 2083, quando o livro eletrônico também já não existe mais! Curioso, não?
De todo modo, me parece bem mais fácil sumir com o livro digital do que com os livros de papel, basta acabar com a energia do planeta que tudo o que precisa de uma tomada pra ser recarregado virará objeto de decoração. Enfim, estou bem animada com a leitura. Apesar de não acreditar no fim dos livros de papel, sou uma grande entusiasta das tecnologias e não vejo a hora de pedir pra alguém trazer um Kindle lá de fora pra mim.
Vou ler e depois comento (ver comentário neste mesmo post).
Sinopse:
O fim dos livros de papel e tinta está próximo. Restarão poucos exemplares: as antiguidades valiosas ou as relíquias de família.
Verdade? Ilusão? Fantasia?
Imagine-se agora em 2083 e surpreenda-se: o livro eletrônico também não existe mais. O que restou das histórias e dos autores que admiramos? Desapareceram sem deixar vestígios? Não! Seria impossível destruir os textos que nos emocionaram, que nos fizeram viver melhor e nos tornaram mais humanos.
Não se desespere, todos sobreviveram e você poderá conhecê-los bem perto, numa viagem de turismo... no modo amplificador de inteligência. Embarque na bibliotravel.
Para saber mais, acesse a página da Editora Biruta.
VICENTE MUÑOZ PUELLES
Ed. Biruta, 112p. R$30,00.
Pra quem assistiu a "Farenheit 451" (Truffaut, 1966) em plena infância, como eu, o tema do "fim dos livros" já está pra lá de gasto. A polêmica, no entanto, é sempre reacesa, e os e-readers (leitores de livros digitais como o Kindle, por ex.) só vieram pôr lenha na fogueira - a 451ºF (que infame!).
Na esteira da discussão preferida de Umberto Eco nos últimos tempos, o espanhol Vicente Muñoz Puelles lançou "2083", pela Editora Biruta. Trata-se de narrativa ficcional infanto-juvenil na qual discute-se justamente o tão propalado "fim dos livros de papel". O autor vai além, e propõe ao leitor que se imagine no ano de 2083, quando o livro eletrônico também já não existe mais! Curioso, não?
De todo modo, me parece bem mais fácil sumir com o livro digital do que com os livros de papel, basta acabar com a energia do planeta que tudo o que precisa de uma tomada pra ser recarregado virará objeto de decoração. Enfim, estou bem animada com a leitura. Apesar de não acreditar no fim dos livros de papel, sou uma grande entusiasta das tecnologias e não vejo a hora de pedir pra alguém trazer um Kindle lá de fora pra mim.
Vou ler e depois comento (ver comentário neste mesmo post).
Sinopse:
O fim dos livros de papel e tinta está próximo. Restarão poucos exemplares: as antiguidades valiosas ou as relíquias de família.
Verdade? Ilusão? Fantasia?
Imagine-se agora em 2083 e surpreenda-se: o livro eletrônico também não existe mais. O que restou das histórias e dos autores que admiramos? Desapareceram sem deixar vestígios? Não! Seria impossível destruir os textos que nos emocionaram, que nos fizeram viver melhor e nos tornaram mais humanos.
Não se desespere, todos sobreviveram e você poderá conhecê-los bem perto, numa viagem de turismo... no modo amplificador de inteligência. Embarque na bibliotravel.
Para saber mais, acesse a página da Editora Biruta.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Não contem com o fim do livro

NÃO CONTEM COM O FIM DO LIVRO
Humberto Eco; Jean-Claude Carriere
Ed. Record, 272 p., 2010, R$39,90
O livro não está condenado, como apregoam os adoradores das novas tecnologias?
O desaparecimento do livro é uma obsessão de jornalistas, que me perguntam isso há 15 anos. Mesmo eu tendo escrito um artigo sobre o tema, continua o questionamento. O livro, para mim, é como uma colher, um machado, uma tesoura, esse tipo de objeto que, uma vez inventado, não muda jamais. Continua o mesmo e é difícil de ser substituído. O livro ainda é o meio mais fácil de transportar informação. Os eletrônicos chegaram, mas percebemos que sua vida útil não passa de dez anos. Afinal, ciência significa fazer novas experiências. Assim, quem poderia afirmar, anos atrás, que não teríamos hoje computadores capazes de ler os antigos disquetes? E que, ao contrário, temos livros que sobrevivem há mais de cinco séculos? Conversei recentemente com o diretor da Biblioteca Nacional de Paris, que me disse ter escaneado praticamente todo o seu acervo, mas manteve o original em papel, como medida de segurança (Humberto Eco)
Leia a íntegra em: http://digitalmanuscripts.wordpress.com/2010/03/13/nao-contem-com-o-fim-do-livro/
Não pretendemos fazer uma obra didática, mas um passeio por duas vidas que se dedicaram ao livro", contou Carrière ao Estado, em entrevista por telefone de Paris realizada em janeiro. "É um livro de reflexão, que mostra não apenas nossas manias, mas também o saber visto com alegria.
Leia a íntegra em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100527/not_imp557256,0.php
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Prêmio Microsoft Educadores Inovadores 2010
Educadores de todo o Brasil já podem enviar seus projetos e garantir sua participação
Estão abertas até o dia 02 de julho as inscrições para a quinta edição do Prêmio Microsoft Educadores Inovadores, que valoriza e reconhece os melhores projetos educacionais desenvolvidos por professores brasileiros que utilizem tecnologia em processos de ensino e aprendizagem.
Para concorrer, basta acessar o site www.educadoresinovadores.com.br e seguir as instruções. Educadores de todo o Brasil podem se inscrever nas seguintes categorias:
1) Ensino Básico
Podem se inscrever duplas de educadores e gestores da rede pública de ensino, independentemente de sua área de atuação (ex. Português, matemática, física, etc.): Secretarias Municipais ou Estaduais de Ensino, incluindo os Núcleos de Tecnologia Educacional (NTEs ou NRTEs), escolas públicas (municipais, estaduais ou federais), instituições de ensino sem fins lucrativos (ONGs, Fundações, etc).
• Inovação em Comunidade
• Inovação em Colaboração
• Inovação em Conteúdo
2) Ensino Técnico
Podem se inscrever individualmente educadores que lecionem disciplinas relacionadas à Tecnologia da Informação em escolas técnicas públicas.
•Educador Inovador de TI – Escolas Técnicas
Todos os projetos finalistas nas categorias de Ensino Básico estarão automaticamente concorrendo na categoria Educador Inovador, cuja votação para escolha dos finalistas contará novamente com o voto popular online.
Premiação
O Educadores Inovadores conta com três etapas. Até o dia 19 de julho, doze projetos serão escolhidos e participarão da etapa nacional do Prêmio que será realizado em São Paulo no mês de agosto.
Aqueles que apresentarem os melhores trabalhos serão premiados com um Notebook contendo o sistema operacional Microsoft Windows e o pacote de aplicativos Office. Assim, poderão dar continuidade na criação de novas ideias, beneficiando cada vez mais pessoas e compartilhando o gosto e o conhecimento pela tecnologia educacional.
Após a etapa nacional, os responsáveis pelos projetos vencedores nas categorias destinadas à educação básica concorrerão com seus trabalhos no Fórum Regional da Microsoft, que será realizado em algum país da América Latina. Os classificados nessa etapa irão participar do Microsoft Worldwide Innovative Teachers Forum que, esse ano, será realizado na África do Sul.
Em 2009, o Fórum Mundial foi sediado pela primeira vez no Brasil, em Salvador (BA), e premiou dois educadores brasileiros: o professor Lucrécio Filho de Oliveira, de Formoso do Araguaia (TO) e o educador Alex Vieira dos Santos. Na etapa nacional da premiação foram recebidos mais de 700 trabalhos.
Para acompanhar as novidades do Prêmio, confira: www.educadoresinovadores.com.br
Mais informações no Blog: http://educadoresinovadores.spaces.live.com
Siga no Twitter: www.twitter.com/eduinova
Para mais informações:
Criax Comunicação Organizacional
(11) 3817-4665
E-mail: contato@educadoresinovadores.com.br
Estão abertas até o dia 02 de julho as inscrições para a quinta edição do Prêmio Microsoft Educadores Inovadores, que valoriza e reconhece os melhores projetos educacionais desenvolvidos por professores brasileiros que utilizem tecnologia em processos de ensino e aprendizagem. Para concorrer, basta acessar o site www.educadoresinovadores.com.br e seguir as instruções. Educadores de todo o Brasil podem se inscrever nas seguintes categorias:
1) Ensino Básico
Podem se inscrever duplas de educadores e gestores da rede pública de ensino, independentemente de sua área de atuação (ex. Português, matemática, física, etc.): Secretarias Municipais ou Estaduais de Ensino, incluindo os Núcleos de Tecnologia Educacional (NTEs ou NRTEs), escolas públicas (municipais, estaduais ou federais), instituições de ensino sem fins lucrativos (ONGs, Fundações, etc).
• Inovação em Comunidade
• Inovação em Colaboração
• Inovação em Conteúdo
2) Ensino Técnico
Podem se inscrever individualmente educadores que lecionem disciplinas relacionadas à Tecnologia da Informação em escolas técnicas públicas.
•Educador Inovador de TI – Escolas Técnicas
Todos os projetos finalistas nas categorias de Ensino Básico estarão automaticamente concorrendo na categoria Educador Inovador, cuja votação para escolha dos finalistas contará novamente com o voto popular online.
Premiação
O Educadores Inovadores conta com três etapas. Até o dia 19 de julho, doze projetos serão escolhidos e participarão da etapa nacional do Prêmio que será realizado em São Paulo no mês de agosto.
Aqueles que apresentarem os melhores trabalhos serão premiados com um Notebook contendo o sistema operacional Microsoft Windows e o pacote de aplicativos Office. Assim, poderão dar continuidade na criação de novas ideias, beneficiando cada vez mais pessoas e compartilhando o gosto e o conhecimento pela tecnologia educacional.
Após a etapa nacional, os responsáveis pelos projetos vencedores nas categorias destinadas à educação básica concorrerão com seus trabalhos no Fórum Regional da Microsoft, que será realizado em algum país da América Latina. Os classificados nessa etapa irão participar do Microsoft Worldwide Innovative Teachers Forum que, esse ano, será realizado na África do Sul.
Em 2009, o Fórum Mundial foi sediado pela primeira vez no Brasil, em Salvador (BA), e premiou dois educadores brasileiros: o professor Lucrécio Filho de Oliveira, de Formoso do Araguaia (TO) e o educador Alex Vieira dos Santos. Na etapa nacional da premiação foram recebidos mais de 700 trabalhos.
Para acompanhar as novidades do Prêmio, confira: www.educadoresinovadores.com.br
Mais informações no Blog: http://educadoresinovadores.spaces.live.com
Siga no Twitter: www.twitter.com/eduinova
Para mais informações:
Criax Comunicação Organizacional
(11) 3817-4665
E-mail: contato@educadoresinovadores.com.br
terça-feira, 4 de maio de 2010
VIII CONGRESSO INTERNACIONAL DE TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO
Esse congresso é muito bom, estive lá no ano passado, e - se aceitarem meu artigo - este ano estarei lá de novo.
Tema: EDUCAÇÃO PARA UM MUNDO SEM FRONTEIRAS
Período: 08, 09 e 10/09 de 2010
Local: Centro de Convenções de Pernambuco
As inscrições dos trabalhos serão realizadas no período de 01 de abril a 31 maio de 2010 e o(s) trabalho(s) a ser(em) apresentado(s) deverá(ao) estar relacionado(s) com um dos eixos temáticos:
Educação Formal e Informal;
Educação de Jovens e Adultos;
Educação Inclusiva;
Educação Profissional;
Educação Superior;
Tecnologia da Informação e Comunicação;
Temas Contemporâneos na Educação (Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável, Inclusão Digital, etc).
Para mais informações, acesse:
Tema: EDUCAÇÃO PARA UM MUNDO SEM FRONTEIRAS
Período: 08, 09 e 10/09 de 2010
Local: Centro de Convenções de Pernambuco
As inscrições dos trabalhos serão realizadas no período de 01 de abril a 31 maio de 2010 e o(s) trabalho(s) a ser(em) apresentado(s) deverá(ao) estar relacionado(s) com um dos eixos temáticos:
Educação Formal e Informal;
Educação de Jovens e Adultos;
Educação Inclusiva;
Educação Profissional;
Educação Superior;
Tecnologia da Informação e Comunicação;
Temas Contemporâneos na Educação (Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável, Inclusão Digital, etc).
Para mais informações, acesse:
VIII CONGRESSO INTERNACIONAL DE TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Podcast: gênero ou suporte?
Ontem, fazendo uma pesquisa rápida na web, encontrei de tudo em podcast: de horóscopo a entrevista, passando por tutoriais, receitas de bolo, artigos, fofocas etc. Lancei, então, a pergunta no Flor do Lácio, grupo de discussão de que faço parte. Segue resposta enviada pelo Luiz Carlos:
Em 2008, no I Simelp (Simpósio Mundial de Estudos da Língua Portuguesa) participei de um evento de lançamento do Dicionário de gêneros textuais, de Sérgio Roberto Costa (UFMG). No final da apresentação, ele disse que, após concluir a obra, gostaria de ter incluído outros gêneros, mas não houve tempo. Uma pessoa da plateia perguntou que gênero textual ele incluiria na nova edição e ele respondeu: "o e-mail".
Pronto! Foi o suficiente para se abrir uma acirrada discussão se e-mail era gênero ou não, com pesos-pesados defendendo as duas opiniões - que era e que não era.
Volta e meia esse tipo de dúvida surge e é muito difícil, tendo como parâmetro a teoria bakhtiniana, definir o que é e o que não é gênero. O próprio Bakhtin afirma categoricamente que a fronteira entre um gênero é muito sutil e instável, além de que, a teoria dele não tinha como propósito uma taxonomia discursiva. Para forçar uma resposta definitiva, alguns pesquisadores mesclam a teoria bakhtiniana a outros paradigmas de classificação de texto - suporte, tipologia e modalidade - para categorizar e classificar textos/discursos.
Dos muitos textos sobre essa discussão, recomendo a leitura de Livro didático de Língua Portuguesa: um gênero do discurso, pesquisa de mestrado de Clecio Bunzen Jr. Na pesquisa, Bunzen argumenta que o livro didático não é apenas uma coletânea de gêneros diversos, mas sim, um gênero discursivo específico. Independentemente de concordar ou não com o ponto de vista dele, é interessante a leitura do capítulo 1 "Livro didático de Língua Portuguesa: um suporte de textos ou um gênero do discurso?". As considerações teóricas e as fontes buscadas por ele poderão ajudar você a encontrar uma resposta se o podcast é ou não um gênero discursivo/textual.
Caso se interesse pela dica, a dissertação pode ser baixada do banco de teses da Unicamp: http://libdigi.unicamp.br/
Uma segunda opção de leitura é "Gêneros textuais: configuração, dinamicidade e circulação", de Luiz Antonio Marcuschi. Esse texto é bastante esclarecedor sobre os critérios que podemos utilizar para definir um gênero textual. Foi publicado em diferentes coletâneas sobre análise do discurso (li em Gêneros textuais: reflexão e ensino, da Lucerna) e pode ser encontrado na internet, com pequenas modificações.
Outra sugestão do Luiz: Podcast: um gênero ou suporte? Emergente ou híbrido? Oral ou escrito?, de Giselda dos Santos Costa - III ENCONTRO NACIONAL SOBRE HIPERTEXTO (Belo Horizonte, MG – 29 a 31 de outubro de 2009)
Disponível em: www.ufpe.br/nehte/hipertexto2009/anais/p-w/podcast-um-genero-ou-suporte.pdf
Em 2008, no I Simelp (Simpósio Mundial de Estudos da Língua Portuguesa) participei de um evento de lançamento do Dicionário de gêneros textuais, de Sérgio Roberto Costa (UFMG). No final da apresentação, ele disse que, após concluir a obra, gostaria de ter incluído outros gêneros, mas não houve tempo. Uma pessoa da plateia perguntou que gênero textual ele incluiria na nova edição e ele respondeu: "o e-mail".
Pronto! Foi o suficiente para se abrir uma acirrada discussão se e-mail era gênero ou não, com pesos-pesados defendendo as duas opiniões - que era e que não era.
Volta e meia esse tipo de dúvida surge e é muito difícil, tendo como parâmetro a teoria bakhtiniana, definir o que é e o que não é gênero. O próprio Bakhtin afirma categoricamente que a fronteira entre um gênero é muito sutil e instável, além de que, a teoria dele não tinha como propósito uma taxonomia discursiva. Para forçar uma resposta definitiva, alguns pesquisadores mesclam a teoria bakhtiniana a outros paradigmas de classificação de texto - suporte, tipologia e modalidade - para categorizar e classificar textos/discursos.
Dos muitos textos sobre essa discussão, recomendo a leitura de Livro didático de Língua Portuguesa: um gênero do discurso, pesquisa de mestrado de Clecio Bunzen Jr. Na pesquisa, Bunzen argumenta que o livro didático não é apenas uma coletânea de gêneros diversos, mas sim, um gênero discursivo específico. Independentemente de concordar ou não com o ponto de vista dele, é interessante a leitura do capítulo 1 "Livro didático de Língua Portuguesa: um suporte de textos ou um gênero do discurso?". As considerações teóricas e as fontes buscadas por ele poderão ajudar você a encontrar uma resposta se o podcast é ou não um gênero discursivo/textual.
Caso se interesse pela dica, a dissertação pode ser baixada do banco de teses da Unicamp: http://libdigi.unicamp.br/
Uma segunda opção de leitura é "Gêneros textuais: configuração, dinamicidade e circulação", de Luiz Antonio Marcuschi. Esse texto é bastante esclarecedor sobre os critérios que podemos utilizar para definir um gênero textual. Foi publicado em diferentes coletâneas sobre análise do discurso (li em Gêneros textuais: reflexão e ensino, da Lucerna) e pode ser encontrado na internet, com pequenas modificações.
Outra sugestão do Luiz: Podcast: um gênero ou suporte? Emergente ou híbrido? Oral ou escrito?, de Giselda dos Santos Costa - III ENCONTRO NACIONAL SOBRE HIPERTEXTO (Belo Horizonte, MG – 29 a 31 de outubro de 2009)
Disponível em: www.ufpe.br/nehte/hipertexto2009/anais/p-w/podcast-um-genero-ou-suporte.pdf
terça-feira, 13 de abril de 2010
Como criar um podcast
Ouça o podcast em que Alessandra Colla Soletti Tussi, autora do "Justale Podcast", explica como criar um podcast:
Sites para consulta:
http://radio.musica.uol.com.br/podcast/o_que_e.jhtm
http://www.usina.com/rodaeavisa
http://www.podcast1.com.br/publisher/cadastro.php
Revista Info - outubro de 2005
Livro Info - sobre podcasts
Sites para consulta:
http://radio.musica.uol.com.br/podcast/o_que_e.jhtm
http://www.usina.com/rodaeavisa
http://www.podcast1.com.br/publisher/cadastro.php
Revista Info - outubro de 2005
Livro Info - sobre podcasts
segunda-feira, 5 de abril de 2010
I Congresso Internacional do livro digital
"O que será do livro na era digital?"
Essa tem sido uma das perguntas mais frequentes quando o assunto da conversa diz respeito ao futuro do livro e da leitura.
O I Congresso do livro digital reuniu representantes e estudiosos do universo livreiro para debater os caminhos da leitura nestes novos tempos.
Clique para ler a Revista do Congresso, com inúmeros artigos acerca desses novos caminhos pelos quais passam livros, leitores e letura.
Essa tem sido uma das perguntas mais frequentes quando o assunto da conversa diz respeito ao futuro do livro e da leitura.
O I Congresso do livro digital reuniu representantes e estudiosos do universo livreiro para debater os caminhos da leitura nestes novos tempos.
Clique para ler a Revista do Congresso, com inúmeros artigos acerca desses novos caminhos pelos quais passam livros, leitores e letura.
Revista do Congresso
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Literatura - FUVEST/UNICAMP
Demonstrando completo descaso com as escritoras deste país, FUVEST e UNICAMP mantêm a mesma lista de livros do vestibular do ano passado.
Lígias e Clarices, mais uma vez - e lamentavelmente - a voz feminina parece não ter a menor importância...
Informe à Imprensa nº 02/2011 – 30/03/10 - USP – UNICAMP - LISTA UNIFICADA DE LIVROS QUE SERÃO EXIGIDOS NO FUVEST 2011
Auto da barca do inferno – Gil Vicente;
Memórias de um sargento de Milícias – Manuel Antônio de Almeida;
Iracema – José de Alencar;
Dom Casmurro – Machado de Assis;
O Cortiço – Aluísio Azevedo;
A cidade e as serras – Eça de Queirós;
Vidas secas – Graciliano Ramos;
Capitães da areia – Jorge Amado;
Antologia poética (com base na 2ª ed. aumentada) – Vinícius de Moraes.
Lígias e Clarices, mais uma vez - e lamentavelmente - a voz feminina parece não ter a menor importância...
Informe à Imprensa nº 02/2011 – 30/03/10 - USP – UNICAMP - LISTA UNIFICADA DE LIVROS QUE SERÃO EXIGIDOS NO FUVEST 2011
Auto da barca do inferno – Gil Vicente;
Memórias de um sargento de Milícias – Manuel Antônio de Almeida;
Iracema – José de Alencar;
Dom Casmurro – Machado de Assis;
O Cortiço – Aluísio Azevedo;
A cidade e as serras – Eça de Queirós;
Vidas secas – Graciliano Ramos;
Capitães da areia – Jorge Amado;
Antologia poética (com base na 2ª ed. aumentada) – Vinícius de Moraes.
Retratos da Leitura no Brasil - publicação
Material gratuito para download
Área de Atuação: Leitura
Tipo de Produção: Pesquisa
Âmbito: Nacional
Descrição:
Com objetivo de apresentar a análise de especialistas sobre os resultados da segunda edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, o Instituto Pró-Livro promove esta nova publicação, em forma de livro digital, com a parceria da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e coordenação de Galeno Amorim, diretor do Observatório do Livro e da Leitura. A leitura das análises feitas pelos autores convidados para esta reflexão mostra que os temas abordados se cruzam, tecendo um panorama da situação da leitura no Brasil a partir de diferentes olhares.
Arquivos para Download:
(Colaboração do colega Luiz Carlos, do Grupo Flor do Lácio)
Área de Atuação: Leitura
Tipo de Produção: Pesquisa
Âmbito: Nacional
Descrição:
Com objetivo de apresentar a análise de especialistas sobre os resultados da segunda edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, o Instituto Pró-Livro promove esta nova publicação, em forma de livro digital, com a parceria da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e coordenação de Galeno Amorim, diretor do Observatório do Livro e da Leitura. A leitura das análises feitas pelos autores convidados para esta reflexão mostra que os temas abordados se cruzam, tecendo um panorama da situação da leitura no Brasil a partir de diferentes olhares.
Arquivos para Download:
• Livro Retratos da Leitura no Brasil - Capa
• Livro Retratos da Leitura no Brasil - Miolo
(Colaboração do colega Luiz Carlos, do Grupo Flor do Lácio)
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